11 de June de 2026
Libras na formação médica: comunicação acessível fortalece atendimento humanizado e inclusão na saúde
Foto: Ascom/Unef

Capacidade de se comunicar com pacientes surdos amplia o acesso à saúde, fortalece diagnósticos e prepara médicos para uma assistência mais inclusiva Imagine precisar relatar sintomas, compreender um diagnóstico ou receber orientações médicas sem conseguir se comunicar plenamente com o profissional de saúde. Essa ainda é uma realidade enfrentada por milhares de pessoas surdas no Brasil e que evidencia a importância da acessibilidade na saúde e da formação de profissionais preparados para atender diferentes públicos.

Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, sendo que cerca de 2,6 milhões apresentam dificuldade para ouvir, mesmo com o uso de aparelhos auditivos. O cenário reforça a necessidade de ampliar o debate sobre comunicação acessível nos serviços de saúde. Com esse objetivo, a Unifan promoveu o Café com Libras, iniciativa idealizada pela professora Emanuelle Dantas que reuniu estudantes e profissionais para discutir inclusão, acessibilidade e os desafios enfrentados pela comunidade surda no atendimento em saúde.

Durante o encontro, foram abordadas situações que ainda dificultam o acesso da população surda aos serviços de saúde, como barreiras na comunicação durante consultas, exames e orientações médicas. A falta de estratégias acessíveis pode comprometer o acolhimento, a autonomia do paciente e até mesmo a qualidade da assistência. Para a professora Emanuelle Dantas, discutir Libras na formação médica é fundamental para ampliar a compreensão dos futuros profissionais sobre o cuidado integral em saúde.

Libras na formação médica: comunicação acessível fortalece atendimento humanizado e inclusão na saúde
Foto: Arquivo Pessoal

“A comunicação é um dos pilares da prática médica, e a ausência de estratégias acessíveis pode comprometer a autonomia, a segurança e a qualidade da assistência às pessoas surdas. O contato com a Libras durante a graduação também permite aos estudantes compreenderem as barreiras comunicacionais ainda presentes nos serviços de saúde e a importância da equidade no atendimento”, destaca. A docente ressalta que o aprendizado da Libras também contribui para uma formação alinhada aos princípios da medicina centrada no paciente.

“Ao conhecer a língua e a cultura surda, os futuros médicos são convidados a valorizar a escuta, o respeito às diferenças e a construção de vínculos mais humanizados. Dessa forma, a formação em Libras fortalece uma postura ética e sensível às necessidades dos pacientes, favorecendo uma assistência mais acolhedora e acessível”, afirma.

Além de promover discussões sobre inclusão e diversidade, a Unifan se destaca por tornar a Libras um componente obrigatório na formação médica, fortalecendo a preparação dos estudantes para atuar em uma sociedade cada vez mais diversa. Em Feira de Santana, município que recebe diariamente pacientes de diversas cidades da região, a formação de profissionais preparados para atender diferentes perfis de pacientes contribui para o fortalecimento de uma assistência mais inclusiva, segura e humanizada.

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