
Os agentes de limpeza suspenderam a coleta de lixo nesta segunda-feira (22), em diversas cidades da Bahia, em adesão à paralisação nacional convocada pelos sindicatos da categoria em todo o Brasil.
Além dos trabalhadores de Salvador, capital do estado, também aderiram à mobilização os agentes de limpeza das cidades de Camaçari, Itabuna, Simões Filho, Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Lauro de Freitas, Barreiras, Jequié, Paulo Afonso, Ilhéus, Ilha de Maré e diversas outras cidades baianas.
Na capital do estado, os efeitos da paralisação ao longo do dia já podem ser sentidos. A cidade recebeu no último final de semana uma grande quantidade de turistas de diversas partes do Brasil e outros países, para apreciar os festejos juninos.
Em nota, a Limpurb informou que segue acompanhando as negociações entre as entidades patronal e sindical.
O órgão soteropolitano orienta ainda que a população de Salvador evite colocar os resíduos para fora das residências nesta segunda-feira, a fim de minimizar os efeitos sanitários e os riscos ao meio ambiente.
Projeto travado no Senado
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública do Estado da Bahia (SindilimpBA), a greve nacional dos Garis e margaridas foi convocada em todo o país para pressionar o Senado Federal a pautar o Projeto de Lei 4.146/2020, que propõe a regulamentação da profissão dos trabalhadores da limpeza urbana, o que inclui os garis e margaridas que atuam em serviços de varrição, coleta de resíduos em vias públicas, acondicionamento de lixo e destinação final em aterros ou reciclagem.
Entre os principais pontos de reivindicação estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036, jornada de 36 horas semanais para atividades de coleta e varrição, adicional de insalubridade em grau máximo de 40% e direito à aposentadoria especial após 25 anos de serviço.
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