28 de July de 2026
AgriFeira reúne cultura, agricultura familiar e economia solidária no centro de Feira de Santana
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Feira de Santana está entre os municípios brasileiros com o maior número de produtores rurais, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na última quinta-feira (23). O levantamento mostra que o município ocupa a 3ª posição no ranking nacional, com 9.191 produtores agropecuários.

Outro dado que chama a atenção é a participação feminina no campo. Feira de Santana é um dos poucos municípios baianos onde as mulheres são maioria à frente dos estabelecimentos agropecuários. Elas representam 55,6% dos produtores rurais, o maior percentual do estado. Apenas outros três municípios baianos apresentam predominância feminina na atividade: Santo Estêvão (55,5%), Antônio Cardoso (51,0%) e Pedrão (50,9%).

As informações fazem parte do levantamento divulgado pelo IBGE em alusão ao Dia do Agricultor, comemorado nesta terça-feira, dia 28 de julho. Enquanto prepara a realização do próximo Censo Agropecuário, previsto para 2027, o instituto destaca o perfil dos produtores rurais com base na pesquisa mais recente, realizada em 2017.

Segundo o IBGE, na Bahia, o setor agropecuário reúne 762.848 produtores rurais, distribuídos em igual número de estabelecimentos agropecuários. O estado lidera o ranking nacional, concentrando 15% de todos os estabelecimentos agropecuários do Brasil.

Além de Feira de Santana, outros três municípios baianos figuram entre os dez com maior número de produtores rurais do país: Casa Nova, com 7.509 produtores (6º lugar); Juazeiro, com 7.288 (9º); e Macaúbas, com 7.189 (10º).

O levantamento do instituto também aponta que a Bahia possuía, em 2017, a maior população ocupada em estabelecimentos agropecuários do país, com 2,1 milhões de trabalhadores, o equivalente a 13,9% de toda a mão de obra do setor no Brasil.
Embora os homens ainda sejam maioria entre os produtores baianos, representando 74,4% do total, a Bahia aparece como o estado com a segunda menor proporção de homens à frente de propriedades rurais, atrás apenas de Pernambuco. No Brasil, a média é de 81%.

O perfil dos produtores também revela um envelhecimento da atividade. Apenas 29,5% tinham até 45 anos de idade em 2017, enquanto 45% estavam na faixa entre 45 e 65 anos.

Na questão da escolaridade, os desafios ainda são significativos. Cerca de 32,1% dos produtores rurais baianos não sabiam ler nem escrever, índice quase três vezes superior à taxa de analfabetismo da população baiana na época. Além disso, 22,4% nunca haviam frequentado a escola, e apenas 2,9% possuíam ensino superior completo.

De acordo com o IBGE, a próxima edição do Censo Agropecuário, prevista para 2027, atualizará essas informações e permitirá um novo retrato da produção rural e do perfil dos agricultores brasileiros.

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