
O torcedor do Bahia acordou, na manhã deste domingo (9), mais triste. Isso porque poucos jogadores atravessaram gerações na história do Bahia como Douglas Franklin. Símbolo de uma das épocas mais vitoriosas do Esquadrão, o ex-meia-atacante faleceu neste domingo (9), aos 76 anos, em São Paulo, após perder a batalha contra um câncer no intestino.
Segundo maior artilheiro da história tricolor, com 184 gols em 456 partidas, Douglas deixa uma trajetória que vai muito além dos números. Entre 1972 e 1980, foi protagonista do Bahia que conquistou sete Campeonatos Baianos consecutivos, entre 1973 e 1979, sequência que marcou uma geração e permanece como um dos grandes períodos da história do clube. Segundo o próprio Esquadrão, Douglas também é o líder histórico de assistências do Bahia.
Nascido em Santos, no dia 9 de setembro de 1949, Douglas da Silva Franklin começou a construir sua história no futebol justamente no clube de sua cidade. Formado pelo Santos, chegou ao profissional em uma época em que o Alvinegro Praiano reunia nomes como Pelé, Coutinho, Edu e Clodoaldo. Foi companheiro de Pelé e conquistou, entre outros títulos, o Campeonato Brasileiro de 1968 antes de deixar a Vila Belmiro.
Uma mudança de destino antes do Bahia
A chegada de Douglas a Salvador também ficou marcada por uma história que, décadas depois, ele próprio trataria como uma mudança de destino.
Em 1972, depois de deixar o Santos, o jogador estava encaminhado para defender o América-RJ. Douglas havia planejado viajar ao Rio de Janeiro para concluir a transferência, mas recebeu uma proposta do Bahia e mudou os planos. A aeronave que faria o trajeto para a capital fluminense sofreu um acidente na região de Petrópolis, provocando a morte das 25 pessoas a bordo. Douglas seguiu para Salvador.
O que seria apenas uma nova etapa da carreira tornou-se o período definitivo de sua história no futebol. Douglas chegou ao Bahia em 1972 e rapidamente passou a ocupar posição central no time. Técnico, habilidoso e dono de capacidade para criar e finalizar jogadas, encontrou no Esquadrão o ambiente no qual construiria sua condição de ídolo.
Fonte: Bahia Notícias, site parceiro do Acorda Cidade.
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