
A Banda Marcial do Colégio Estadual Luís Viana Filho intensificou os ensaios para o desfile cívico de 7 de Setembro, em Feira de Santana. Desde meados de agosto, os estudantes passaram a realizar três ensaios por semana, das 16h às 17h30, como preparação para as apresentações previstas para o período.
De acordo com o gestor da unidade de ensino, o professor Eduardo Brito, os ensaios começaram no início do ano letivo, em fevereiro, com atividades realizadas duas vezes por semana.

“A banda, composta pela parte musical de 35 músicos e a parte coreográfica que tem 40, tem ensaios desde o início do ano, quando começa o ano letivo em fevereiro, com dois dias na semana, quinta à tarde e sábado pela manhã”, explicou o professor para a reportagem do Acorda Cidade.

O gestor afirmou que, com a proximidade dos eventos, a rotina de preparação foi ampliada. Além dos integrantes da banda e da equipe coreográfica, outros estudantes também participam do desfile. Segundo Eduardo, aproximadamente 120 alunos estarão distribuídos em diferentes alas durante o desfile.
“São alas como a de esporte, alas que vão mostrar os estudos que eles fazem na escola sobre a não violência contra a mulher e outros temas de atividades acadêmicas que a gente leva para a sociedade ter ciência e ter atenção sobre esses assuntos”, disse Brito.

Eduardo revelou à reportagem do Acorda Cidade que a mensagem principal levada pelo colégio ao desfile deste ano será relacionada ao cuidado com a vida humana, uma espécie de alerta para um tempo em que a sociedade enfrenta vários desafios em torno da violência.
“O Colégio Luís Viana Filho vai levar para a Presidente Dutra, neste ano, no 7 de setembro, temas importantes. Luís Viana convida a sociedade de Feira de Santana a ter seu olhar de cuidado sobre a vida, a não violência com a mulher e a inclusão social. Nós temos na banda estudantes que são autistas, estudantes que são PCD e que são incluídos. Enfim, é essa a mensagem do Luiz Viana para o desfile e tudo que a gente fizer esse ano: o cuidar da vida humana.”

Durante a entrevista, Eduardo também fez questão de relatar a experiência de um estudante autista que encontrou na música uma forma de interação.
“Eu tenho ali um pequeno que eu pensei em botar um abafador para ele por causa do barulho e ele disse: ‘Não, professor, esse barulho para mim é vida’. Então nós entendemos que toda essa dinâmica gera para o nosso estudante um dinamismo e um desejo maior de fazer as coisas acontecerem”, concluiu Eduardo.

Entre os participantes está Júlia Marques, estudante do 9º ano do ensino fundamental e ex-aluna do Colégio Estadual Luís Viana Filho. Ela contou para a reportagem do Acorda Cidade que participa da banda há cerca de dois anos.

“Esses dias eu estou muito ansiosa. Esses ensaios estão indo muito bem, todo mundo está se adaptando bem, os novatos. Eu tenho um amor pelo 7 de setembro, eu tenho um amor pela banda também. Eu gosto muito de estar aqui no meio das pessoas. A banda significa muito para mim”, disse a jovem.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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