
Filmado em Salvador, o documentário “Mulheres do Bando”, primeiro longa-metragem da cineasta baiana Thamires Vieira, estreia nacionalmente no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A exibição será na Mostra Caleidoscópio, no dia 14, às 15h, no Cine Brasília, com a presença de equipe e elenco. O filme reúne atrizes de diferentes gerações do Bando de Teatro Olodum, uma das mais importantes companhias negras de teatro do Brasil, em um mergulho afetivo e político pelas memórias, experiências e transformações vividas por essas mulheres dentro e fora da cena.
“Mulheres do Bando” olha para a trajetória do grupo a partir de suas atrizes, que construíram parte importante da história cultural de Salvador e do Brasil. Entre arquivos, ensaios, improvisações, conversas e silêncios, o documentário aproxima diferentes gerações para investigar o que permanece, o que se transforma e aquilo que ainda precisa ser dito. O elenco do documentário é composto por Edvana Carvalho, Valdineia Soriano, Merry Batista, Cassia do Valle, Luciana Souza, Rejane Maia, Arlete Dias, Naira da Hora, Jamile Alves e Ella Nascimento.
Criado em Salvador, em 1990, o Bando de Teatro Olodum completa 36 anos de existência em 2026, ano que passou a ser também Patrimônio Imaterial da capital baiana. Ao longo de sua trajetória, o grupo se consolidou como referência do teatro negro brasileiro, utilizando a arte como espaço de afirmação da identidade, enfrentamento ao racismo e valorização da cultura negra baiana. Com mais de 20 peças teatrais e 04 produções audiovisuais, incluindo o grande sucesso dos palcos e das telas, “Ó Paí, Ó”, o grupo também revelou nomes consagrados no teatro, cinema e televisão nacional, como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Érico Brás, Edvana Carvalho, Valdineia Soriano, entre outros.
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Produzido pela Terá Filme e distribuído pela Fistaile, “Mulheres do Bando” revisita essa trajetória e exalta o protagonismo e o legado dessas mulheres na cultura brasileira, por meio de estímulos na sala de ensaio, processos criativos, depoimentos e material de arquivo. No filme, essa história é revisitada a partir das experiências de suas atrizes, que compartilham lembranças pessoais e coletivas atravessadas por questões de raça, gênero, afeto, pertencimento e transformação. Ao colocar em diálogo diferentes tempos e perspectivas, Thamires Vieira constrói uma narrativa sobre o que significa ser uma mulher negra em cena e na sociedade brasileira.
“Minha relação com as atrizes de mulheres do Bando nasce da escuta e da admiração. Cresci atravessada pela presença do Bando de Teatro Olodum e, ao me aproximar dessas mulheres, reconheço nelas uma história que também me constitui. O filme se constrói nesse encontro entre gerações, em um espaço de troca, confiança e também de questionamento sobre o que foi legado e o que ainda permanece invisível.”
Mais do que recuperar uma trajetória, “Mulheres do Bando” propõe um encontro entre passado e presente. A memória se torna ponto de partida para perguntas sobre as conquistas alcançadas, as ausências que permanecem e as narrativas que ainda precisam ser construídas.
Acompanhe “Mulheres do Bando” através das redes sociais: instagram.com/thamivieirs instagram.com/terafilme e instagram.com/fistailenasredes
Sobre a diretora Thamires Vieira
Thamires Vieira é cineasta de Salvador, formada em Cinema pela UFRB. Atua no audiovisual desde 2010 e dedica-se à direção. Dirigiu os curtas O Dia Que Ele Decidiu Sair (2015) e Nunca Pare na Pista (2021). Atuou na curadoria de iniciativas como BrLab, DocSP e NordesteLAB. Dedica-se atualmente à direção de ficção de dois projetos como Redoma ( Working Progress) e Paraíso de Amanda.
Sobre a produtora Terá Filmes
A Terá Filmes é uma produtora independente sediada em Salvador, dedicada ao desenvolvimento e à realização de narrativas autorais no cinema contemporâneo. A curadoria de projetos parte do interesse por protagonistas disruptivas e por narrativas negras contemporâneas, que ampliem imaginários, perspectivas e formas de representação.”
Sobre a distribuidora Fistaile
A Fistaile atua na intersecção entre distribuição, desenho de audiência e curadoria. Fundada em 2021 por Marina Tarabay e Talita Arruda, a empresa viabiliza a circulação de narrativas desde o desenvolvimento até o lançamento, com foco em estratégias de marketing e inteligência de público. Com um portfólio de 15 filmes em desenvolvimento e mais de 20 sob consultoria, a Fistaile realizou iniciativas em parceria com instituições como o Goteborg Film Fund, Spcine, RioFilme e o Ministério da Cultura (MinC). Na Fistaile, nenhum projeto é igual ao outro, mas algo sempre fica de referência para o próximo.
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