16 de September de 2026
Rede Caps Feira de Santana
Foto: Jorge Magalhães/Secom

Os Centros de Apoio Psicossocial de Feira de Santana (Rede Caps) estão reforçando durante todo o mês de setembro as ações de prevenção e conscientização contra o suicídio. As atividades são parte da campanha Setembro Amarelo. No município, em 2026, quase 60 mil pacientes estão matriculados no serviço.

Durante a campanha, a programação conta palestras, rodas de conversa, salas de espera, entre outras atividades voltadas à promoção da saúde mental no município.

Saiba como ter acesso à Rede Caps

Em entrevista ao portal Acorda Cidade, o coordenador da Rede Caps, Joadson de Andrade, destacou que o Setembro Amarelo é um mês de referência, quando há o reforço das equipes e aumento do número de acolhimentos.

Neste período, existe uma grande procura pelo serviço e encaminhamentos pelas unidades de saúde da atenção primária e os Centros de Referência (Cras e Creas).

Joadson de Andrade
Joadson de Andrade | Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

“Nós temos as UPAs e policlínicas, que fazem os atendimentos de urgência. E vale salientar que as crises também compõem o elenco de atendimentos desses serviços, como crise de ansiedade generalizada, entre outros quadros. E nós temos o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), que é o atendimento pré-hospitalar.”

O coordenador da Rede Caps explicou que o Hospital Especializado Lopes Rodrigues não compõe a Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), mas funciona 24 horas e também tem auxiliado no atendimento de algumas demandas.

Atendimento porta aberta

Segundo Joadson de Andrade, a Rede Caps também é um serviço de porta aberta, ou seja, qualquer pessoa que sentir necessidade de atendimento pode procurar diretamente as unidades.

Mas nem sempre os próprios pacientes são capazes de perceber ou têm força suficiente para buscar ajuda. É aí que entra o papel da família e dos amigos de perceberem qualquer mudança de comportamento em pessoas próximas.

“As pessoas quando começam a ter sofrimento mental, sofrimento psíquico, elas começam a mudar o comportamento. É aquela tristeza que não tem muita justificativa, ou é desproporcional ao evento, é desânimo que também não está relacionado a algum fator que justifique, é a persistência desses sintomas, como eu falei, o isolamento social. No trabalho, ela começa a ter prejuízo na produtividade.”

Esses sintomas servem como sinal de alerta e podem ser percebidos também em crianças e adolescentes.

“Nós temos um Caps Infanto Juvenil, que atende crianças e adolescentes menores de 18 anos. Ele funciona de segunda a sexta-feira, nós fazemos acolhimento todos os dias. Nesse acolhimento é avaliado se aquela criança ou adolescente tem perfil para ser absorvido pelo serviço, e sendo absorvido ele é matriculado e acompanhado.”

Joadson de Andrade aponta que a partir do acolhimento os pacientes estabelecem uma relação de confiança com a rede e a partir daí começa a terapia.

“Os primeiros atendimentos nos Caps a gente chama de acolhimento. É lá onde o indivíduo vai ser ouvido, vai ser contada a história, a gente vai fazer algumas intervenções, mas o acolhimento é o pilar principal de qualquer atendimento”, enfatizou.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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