
O vereador Jurandy Carvalho (PSDB) cobrou medidas da Embasa, empresa pública responsável pelo tratamento e distribuição de água potável na Bahia, para conter os problemas de abastecimento enfrentados por comunidades da zona rural de Feira de Santana.
Na sessão de quinta-feira (17), o parlamentar disse que moradores de localidades como Santa Rosa, Caruá, Matinha, Candeal 2, Formiga, São José, Jaguara e Bonfim de Feira têm sofrido com a situação.
Para o Acorda Cidade, Jurandy destacou que Feira de Santana possui um dos maiores mananciais da região e classificou como inadmissível a falta de abastecimento no município. Para ele, é necessário adotar políticas permanentes de convivência com a seca, e não apenas medidas emergenciais.

“Temos um manancial de água que é maior que a Baía de Guanabara (RJ), quase do tamanho da Baía de Todos-os-Santos, e ainda falta água aqui em Feira de Santana. 60% da população de Salvador bebe água daqui. É o que a gente cobra, é quando chega essa época tenhamos políticas verdadeiras para a convivência com a seca, não é apenas combate”, disse o vereador.

Entre as medidas defendidas pelo vereador estão a construção de poços artesianos, abertura e limpeza de aguadas, ampliação das redes de abastecimento e uma política de distribuição de água específica para a zona rural.
Jurandy sugeriu que, caso não seja possível manter o fornecimento diário, a Embasa estabeleça uma programação de abastecimento de pelo menos duas ou três vezes por semana.
“Precisamos fazer uma série de prerrogativas para que a gente venha conviver com a seca na zona rural de Feira de Santana e não ficar com todo esse sofrimento. Todo ano a gente está com a mesma ladainha e não resolve. E para os problemas e há soluções, como a construção de aguadas e a doação de caixas de 5 a 10 mil litros de água para que o pessoal da zona rural possa ter o prazer de conviver com a seca.”
Para a reportagem do Acorda Cidade, o vereador afirmou ainda que a expansão da zona rural na cidade precisa ser acompanhada de planejamento. Ele citou como exemplo o distrito de São José, onde, segundo ele, novos loteamentos surgiram sem que houvesse planejamento adequado para garantir água e energia elétrica.
“Esses loteamentos estão registrados? Foi feito um planejamento ou a viabilidade desses loteamentos? Será que foi feito isso para se colocar água, energia e ter uma zona rural cada vez melhor para se viver? Não foi feito”, afirmou o vereador Jurandy Carvalho.
Questionado pela reportagem sobre os chamados “gatos” de água, Jurandir afirmou que a Embasa precisa adotar providências contra irregularidades, mas não pode penalizar os consumidores que mantêm os pagamentos em dia.
“O que está salvando o povo é o carro-pipa, que muitas vezes demora. A gente tem locais como a Barra onde ele leva quase 3 horas para chegar porque vai carregado, dando para fazer no máximo duas viagens durante o dia na comunidade como a Barra, lá em Jaguara. Então a gente precisa mesmo resolver o problema de convivência com a seca”, finalizou o parlamentar.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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