
A Secretaria Municipal de Saúde reforçou o alerta à população para a prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, da dengue e do zika. Segundo Daniele Costa, chefe do setor de Epidemiologia da pasta, Feira de Santana registrou 1.479 notificações de chikungunya entre janeiro e agosto deste ano. Desse total, 979 casos foram confirmados, 376 descartados e 157 ainda aguardam encerramento.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Daniele explicou que o bairro Tomba lidera o número de notificações, com 344 casos registrados. Na sequência aparecem Queimadinha (124), Pedra do Descanso (102), Muchila (62), Campo Limpo (34) e Mangabeira (32).

Acúmulo de água e denúncias
Segundo a chefe, o aumento pode estar relacionado com o acúmulo de água nas localidades.
“É preciso prestar bastante atenção para não deixar água parada, tampar reservatórios, limpar calhas e ralos, manter o lixo em sacos, além de usar repelentes. Essas são as orientações que nós damos à população, tanto do Tomba quanto à população em geral de Feira de Santana, para a gente poder ter o controle e ir baixando esse número de casos.”
De acordo com Daniele, a vigilância epidemiológica já capacitou toda a rede, inclusive, os agentes de endemias, para realizar fiscalizações e orientações à comunidade.
A população pode denunciar focos do mosquito por meio do canal de ouvidoria 156.
Chikungunya X Dengue
Segundo Daniele, os sintomas da chikungunya incluem febre repentina, dor de cabeça, dor e edema bilateral nas articulações. Já a dengue se diferencia por provocar dores no corpo inteiro e dor retro-orbital.
Atendimento médico
Daniele Costa também explicou que a população deve buscar atendimento médico quando apresentar um ou mais desses sintomas.
“Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa. Caso ele apresente sinais de gravidade, como desmaio, tontura, vômitos persistentes, dor abdominal e sangramento, provavelmente será encaminhado para uma unidade de emergência.”
Segundo ela, as equipes de saúde estão preparadas, capacitadas e treinadas para dar a melhor assistência a todos os pacientes.
“O município está trazendo novos métodos, que estão implantando novas tecnologias de controle vetorial. Dentre elas, temos o georreferenciamento, onde são localizadas as zonas quentes. Essas zonas quentes são os locais onde tiveram o maior índice de notificação. E o método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz significativamente a capacidade do inseto de transmitir os vírus causadores de arboviroses.”
Daniele explicou ainda que se trata de uma estratégia segura, que não envolve modificações genéticas e apresenta efeito sustentável ao longo do tempo, após o estabelecimento da bactéria na população de mosquitos. Os agentes de endemias também continuam realizando o trabalho focal, que consiste no controle vetorial.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
Leia também:
Combate às arboviroses: método Wolbachia começa a ser implantado em Feira de Santana
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.