
Quem pretende levantar uma casa simples de dois quartos em 2026 vai precisar de um orçamento mais robusto do que há um ano.
A alta acumulada no valor do metro quadrado passou de 6% no intervalo de um ano, puxada em grande parte pelo custo da mão de obra.
Descubra quanto custa construir uma casa de 2 quartos com banheiro, cozinha e uma sala
Levantamento do SINAPI referente a abril de 2026, índice calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, aponta R$ 1.946,09 como o piso nacional do metro quadrado de construção.
Assim, para erguer uma casa pequena de dois quartos, com metragem próxima de 60 m², é preciso reservar de R$ 115 mil a R$ 180 mil, valor que oscila de acordo com a região e o tipo de acabamento.
Para quem pensa em algo maior, uma casa de 120 m², com banheiro, cozinha e sala bem distribuídos, fica entre R$ 216 mil e R$ 252 mil em um padrão simples a médio.
Terreno, projetos de engenharia, alvarás e ligações de água, luz e esgoto ficam fora dessa conta e precisam ser somados depois.
A escolha do índice de referência afeta diretamente o orçamento final. O SINAPI acumulou alta de 6,71% nos doze meses até fevereiro de 2026.
O CUB (Custo Unitário Básico) marcou R$ 2.609 por metro quadrado em São Paulo e R$ 3.366 em Santa Catarina, e os dois índices consideram o padrão residencial normal.
Esses números funcionam como piso, não como valor final de obra. O SINAPI deixa de fora terreno, projetos de engenharia, alvarás e taxas municipais.
Por isso, profissionais da área costumam somar entre 20% e 35% à referência oficial para chegar a um orçamento realista.
Toda construção residencial se separa em dois blocos: insumos e serviços.
Em fevereiro de 2026, o IBGE registrou R$ 1.085,16 por metro quadrado em materiais e R$ 839,92 em mão de obra.
A fundação e a estrutura absorvem entre 15% e 25% do orçamento, a depender do tipo de solo e da necessidade de estacas profundas.
Paredes, laje e telhado consomem de 20% a 25%, enquanto as instalações hidráulicas e elétricas ficam entre 15% e 20%, com peso maior quando há exigência de padrão trifásico.
O acabamento, etapa mais flexível, chega a representar de 25% a 35% do total, e é onde mora a maior chance de economia.
A mão de obra sozinha acumulou alta de 10,03% em doze meses. Esse avanço tem origem em duas causas: as construtoras voltaram a pagar mais encargos sobre a folha de pagamento, e o piso salarial passou por reajuste em 2026.
Formas de economizar sem perder qualidade
Cortar gastos numa obra compacta não exige abrir mão de segurança. O caminho passa por decisões tomadas antes de o primeiro tijolo ser assentado.
Fechar contrato por empreitada, em vez de pagar diária, estimula produtividade e facilita o controle do gasto com pedreiros.
Comprar material em grande quantidade, ou junto com vizinhos, reduz o preço de cimento, areia e tijolos por unidade.
Deixar o acabamento para depois permite morar na casa mais rápido e dividir o investimento ao longo do tempo.
Um projeto arquitetônico bem elaborado ajuda a impedir desperdício de material e retrabalho, falhas que têm potencial de encarecer a obra em até 30%.
Cruzar o CUB do estado com o SINAPI do IBGE é o primeiro passo antes de assinar qualquer contrato.
Os dois índices são atualizados todo mês e servem de bússola para saber se o valor cobrado está dentro da realidade.
Quem pretende construir uma casa de dois quartos deve mapear esses números antes de comprar o primeiro saco de cimento.