
A Associação dos Floristas de Feira de Santana empossou, na tarde desta terça-feira (6), o novo presidente da entidade. Francisco Rodriguez, conhecido como Dinho do Caroá, que assumiu um mandato de 4 anos, refletiu sobre os desafios do setor.
A nova diretoria é formada por 12 integrantes, entre presidente, vice-presidente, secretária, segundo secretário, tesoureiro, segunda tesoureira, três membros do conselho fiscal e três suplentes.
Durante a posse, Dinho destacou que a associação, fundada há 27 anos, surgiu com o objetivo de garantir aos trabalhadores pontos de venda para comercializar os produtos que traziam da zona rural.
Segundo ele, muitos dos integrantes da entidade ainda mantêm atividades ligadas à agricultura familiar. Dinho lembrou que, antes de trabalharem com flores, os produtores chegavam à Feira de Santana junto com animais e produtos agrícolas para comercialização.

“Nós nunca imaginamos que fosse nos tornar, eh, comerciante, né, florista. E veio porque nós vinha da agricultura vender nossos produtos e nós começamos a nos organizar, a participar e, no governo de Paulo Souto, foi surgindo algumas regiões aqui na Bahia que o pessoal começou a produzir flores, como Maracás, e fomos sendo incentivados”, disse.
Apesar da produção na Bahia, São Paulo continua sendo um dos principais polos de fornecimento de flores para os comerciantes. Segundo o agora presidente da associação, a estrutura produtiva paulista é maior e mais consolidada.

O novo presidente também falou sobre os períodos de maior movimento no comércio de flores em Feira de Santana. Ele afirmou que o Dia de Finados, em 2 de novembro, já foi uma das principais datas para os floristas, mas que as vendas atualmente se aproximam de um dia comum.
“Após essa data temos o dia internacional das mulheres que foi surgindo, o dia das mães, dia dos namorados e essas outras datas como o dia do professor. Nós queremos que o pessoal também se aproxime e busque as flores para serem presenteadas nessas datas também.”

Dinho afirmou que a categoria enfrenta desafios como a concorrência, as altas temperaturas, que podem reduzir a produção de flores, e a chegada de produtores de regiões com estruturas mais desenvolvidas.

“Se Deus quiser e der tudo certo, vamos trabalhar durante todo esse mandato. Porém, a gente sabe que estamos vivendo um momento difícil, mas nós estamos acreditando em Deus e vamos vencer todas essas barreiras e vamos tocar junto. Porque o mundo é para todos”, finalizou Dinho.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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