8 de October de 2026
Imagem: Divulgação/Save Me Trust

Brian May comprou uma fazenda abandonada em Dorset, na Inglaterra, com o objetivo de transformar 63 hectares de terra árida em uma floresta.

Aos 79 anos, Brian May é doutor em astrofísica pelo Imperial College London e fabricou sua própria guitarra na adolescência. Além da música, dedica-se ao ativismo ambiental, plantou o primeiro carvalho em 2013 e deu origem a um projeto que já soma mais de 101 mil árvores.

Como a floresta de Brian May renasceu

A propriedade, batizada de May’s Wood, era uma antiga plantação de trigo quando May decidiu comprá-la por meio de seu instituto “Save Me: Giving Wild Animals a Voice”. Antes do plantio, ele apresentou o plano às autoridades locais e à população em duas audiências abertas.

Em 28 de setembro de 2013, a comunidade se reuniu no local para marcar o início da iniciativa. May guarda o evento na memória como um momento de esperança coletiva.

May desenhou um protocolo sustentável sem abates, pesticidas, herbicidas ou caça recreativa. O objetivo era plantar 100 mil mudas nos 12 meses seguintes e criar um corredor natural que conectasse a nova floresta às áreas de vegetação circundantes. 

À medida que a floresta crescia, os animais passaram a usá-la para se deslocar entre áreas de vegetação.

O plano funcionou, e ao longo dos anos, as mudas se transformaram em árvores adultas. Arbustos, flores silvestres e campos de trevos começaram a brotar, atraindo de volta os animais nativos que haviam desaparecido quando o terreno era utilizado apenas para agricultura.

Hoje, partes da floresta estão abertas ao público, permitindo que moradores de Bere Regis caminhem entre as árvores e se reconectem com a natureza que antes havia desaparecido daquela região.

Uma transformação visível

O que começou com um único carvalho plantado por um músico virou símbolo de regeneração ambiental. O guitarrista do Queen provou que projetos de larga escala podem sair do papel quando há comprometimento real com a causa.

Mais de uma década depois, May’s Wood continua em desenvolvimento e mostra que ambientes degradados podem recuperar sua função ecológica e voltar a abrigar as espécies que um dia os habitaram.