13 de January de 2026
Carro da PM | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
Carro da PM | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
De acordo com o coronel, é necessário que a população tenha consciência da necessidade de seguir as regras estabelecidas no nosso país.
Carro da PM | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
Carro da PM | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

O coronel Michel Müller, comandante do Comando e Policiamento Regional Leste (CPR-L) falou, ao Acorda Cidade, sobre o trabalho ostensivo da Polícia Militar (PM), focando no problema da reincidência, que é a prática de um novo crime por alguém que já foi condenado por um crime anterior.

Segundo ele, a alta permissividade da legislação é algo negativo, como por exemplo as saidinhas, na qual alguns presos não retornam para cumprir suas penas.

“Então nós temos uma permissividade muito grande com relação à legislação processual penal, à legislação penal e à efetividade do cumprimento dessas regras, o princípio da retribuição previsto em relação à sanção penal, o princípio da ressocialização, isso não tem surtido efeito e isso acaba por descambar com as polícias na rua, entregando produto na casa do cidadão”.

O coronel também destacou que a PM é o serviço público mais próximo da população. Em Feira de Santana, são 1.800 policiais e 60 viaturas. No entanto, o comandante acrescentou que, quando há necessidade, as viaturas podem chegar a 80, em uma cidade como Feira de Santana.

De acordo com o comandante, é necessário que a população, como um todo, tenha consciência da necessidade de se unir e seguir as regras e leis estabelecidas no nosso país. “Nós precisamos primeiro cumprir as regras, e não é só fulano, ciclano e beltrano, não. Todos devemos cumprir as regras, como se espera no pleno exercício da cidadania”, afirmou o coronel Müller. 

No segundo final de semana de 2026, seis pessoas foram assassinadas em Feira de Santana. Apesar das investigações serem de responsabilidade da Polícia Civil, o oficial também abordou essa questão.

“Episodicamente, nós teremos, como tivemos no final de semana mais aquecido, sim e nesse sentido precisamos de ainda mais união, não só das forças de segurança, mas todas as instituições, cidadãos e cidadãs. Não existe mais espaço para tanta festa sem autorização na cidade, festas com promoção de paredão, que é proibido em Feira de Santana por uma lei municipal, não foi a Polícia Militar que inventou essa regra”.

Coronel Michel Müller | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
Coronel Michel Müller | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

“Então o problema não é quantidade de viatura na rua, o problema não passa pela Polícia Militar nas ruas tão somente. É exatamente isso que nós queremos chamar a atenção. Precisamos fazer um grande debate na nossa cidade, buscando exatamente o que é melhor para todos. Enfim, discutir Feira de Santana para que a gente consiga fazer as transformações que todos queremos e precisamos”.

Apreensão de armas

Sobre a apreensão de armas de fogo, o coronel disse que, não apenas em Feira de Santana, mas em todo Brasil, as armas apreendidas são de vários alcances. Dentre elas pistola, revólver, fuzil e armas de neutralização de pequenas aeronaves, chamadas de canhão sem recuo ou bazuca. 

“Então, você precisa fazer discussão como essas armas chegam e como é que elas chegam às mãos dos criminosos. E aí lembrando que tudo em relação à organização criminosa, dessas facções criminosas que nós temos operando no nosso território, passa pelo narcotráfico”.

De acordo com o comandante do CPR-L, a comunidade pode ajudar a PM a retirar as armas das ruas através de denúncias, pelo número 181. Além disso, afirmou acreditar na sensação de insegurança por parte da população, causada pelo trânsito intenso, baixa iluminação de noite, ruas desertas, entre outros. 

“Com o trabalho efetivo das polícias com as transformações sociais com a melhoria dos indicadores sociais da nossa região, das nossas cidades. Para que, ao longo do tempo, a pessoa vá incorporando essa sensação de mais conforto. E a gente tenha a desejada sensação de segurança pretendida por todos”, declarou Müller ao Acorda Cidade.

Por fim, o coronel Michel Müller relembrou da parceria entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, bem como o apoio da Secretaria de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal. Segundo ele, a chamada atuação interagências busca dados em redes abertas e fontes fechadas para agir de maneira mais precisa. 

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.