

Teve início neste sábado (17) a aplicação do novo valor da tarifa do transporte público em Feira de Santana. O reajuste foi de 4,85%, elevando a passagem de R$ 5,15 para R$ 5,40 para os usuários que pagam com o Cartão Via Feira. Já para quem paga em dinheiro, o valor passou a ser R$ 5,90.
Diante do aumento, a reportagem do Acorda Cidade esteve no Terminal de Transbordo Central para ouvir passageiros sobre o impacto da nova tarifa no dia a dia e as condições do serviço ofertado.

A professora Edith Fernandes, que mora em Feira de Santana há seis meses e atualmente trabalha como promotora, afirmou que o reajuste já era esperado. “É esperado que todo ano tenha um aumento. Como moro aqui há pouco tempo, não sei dizer se foi maior ou menor que outros anos, mas é algo que a gente já espera”, avaliou.

Moradora do distrito de Humildes, Edith contou que já chegou a utilizar até quatro ônibus por dia, mas explicou que, no seu caso, o impacto financeiro é menor, já que o vale-transporte é custeado pela empresa onde trabalha. Ainda assim, ela fez críticas às condições da frota e aos horários.
“Alguns ônibus têm ar-condicionado, outros são bem precários, fazem muito barulho. Em alguns bairros onde trabalho, a condução demora muito para chegar. Precisaria melhorar a questão dos horários”, destacou.
Já a passageira Antonieta Almeida, moradora do bairro Conceição II, demonstrou indignação com o novo valor da passagem. “É muito caro, caro mesmo”, afirmou. Segundo ela, apesar de utilizar dois ônibus por dia, o aumento pesa no orçamento da população. “Eu fiquei abismada quando soube. Mesmo eu não pagando mais, por causa da idade, acho caríssimo. Pesa muito no bolso do povo”, disse a aposentada de 70 anos.

Morador do distrito da Matinha, um jovem aprendiz também criticou o reajuste, especialmente diante da qualidade do serviço.
“Achei um preço fora do comum. Nem todo mundo tem condição de pagar R$ 5,90. Os ônibus da Matinha estão em péssimas condições. Hoje mesmo a catraca não estava funcionando”, relatou.
Ele também chamou atenção para a irregularidade dos horários. “Lá onde eu moro, o ônibus passa a cada duas horas e meia. Se perder, só Deus sabe quando vem outro. Eu pego o de 5h55 para estar no trabalho às 8h. Na volta, só consigo pegar por volta de 13h45 da tarde”, explicou.

Na avaliação do passageiro, o valor da tarifa deveria ser reduzido. “Pela qualidade que o ônibus oferece, o certo seria R$ 5. Se vai aumentar a passagem, tem que aumentar também a qualidade. A prefeitura precisa ouvir mais a população”, concluiu.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
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