

Na segunda-feira (19), a Prefeitura Municipal de Feira de Santana realizou o certame da licitação para a concessão do Estádio Municipal Alberto Oliveira, O Joia da Princesa. O certame contou exclusivamente com a participação de uma empresa e, portanto, apenas uma proposta foi feita.
Segundo informações do superintendente de Esportes de Feira de Santana, o professor Emerson Britto, o processo não está totalmente concluído. No entanto, a empresa GD Serviços, parceira da empresa Core 3, foi a única a apresentar uma proposta para a concessão.
“Foi uma ação solicitada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, no qual vislumbrou essa ideia de ter uma participação privada na gestão do Estádio Municipal Alberto Oliveira, o Jóia da Princesa. Isso vem se delongando por todo o ano de 2025, com processos envolvendo a Superintendência de Esporte, a Secretaria de Cultura, a Secretaria de Planejamento, a Secretaria de Administração. Ou seja, é algo muito complexo, mas que chegamos agora a um denominador final”.
Além disso, Emerson Britto falou sobre o valor do processo licitatório oferecido pela empresa GD Serviços, que será de R$ 125 mil. Dessa maneira, a empresa paga esse montante e pode explorar o estádio, para gerar a própria receita.
Próximas etapas
De acordo com o superintendente, a próxima etapa da licitação é a formalização do contrato, após a homologação da empresa vencedora. Com a homologação do contrato, com duração de 35 anos, começam os trâmites técnicos necessários para que a administração seja passada para a gestão privada.
“Já há uma expectativa de que a partir do mês de março, essa gestão do Jóia da Princesa esteja nas mãos dessa empresa GD. Mas vale salientar que ainda está nos trâmites finais de homologação da empresa, ainda não está concluída, porque é uma série de documentação, o qual a Prefeitura, através da Secretaria de Administração, tem feito com muita cautela, muita precisão e com muita responsabilidade. Mas o mais importante é que nasça uma luz no fim do túnel, de uma gestão profissional dentro de um estádio de futebol, que já é feito nas principais arenas do país”.

Saiba mais
O professor Emerson Britto explicou como funciona o processo de gestão privada, que tornará Feira de Santana a primeira cidade do interior do Nordeste a ter um estádio com gestão privada.
“É uma gestão onde haverá investimento da parte da empresa para uma requalificação, uma modernização do estádio. Para que o povo entenda melhor, é como se essa empresa fosse pagar um aluguel do estádio e pudesse explorar o estádio, não só para o esporte, mas também para gerar receita para essa empresa”.
Dessa forma, o superintendente reforçou que o objetivo desse projeto é transformar o Jóia da Princesa em uma arena multiuso, que pode ser usada não apenas para jogos de futebol, mas também em shows e outros casos.
“Eles têm também as exigências, que o próprio contrato exige para que eles cumpram, como melhorias, modernização, etc, dentro do Estado. Então, nós vamos ter uma arena moderna em Feira de Santana, essa é a expectativa da população, a minha expectativa e a expectativa do governo”.
Por fim, o superintendente de Esportes destacou o fato de que gestões privadas em estádios é algo que acontece por todo o Brasil, como a Arena Fonte Nova, o Maracanã e a Neo Química Arena. Logo, a iniciativa é uma modernização na gestão do Jóia da Princesa.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
