Responder mensagens, baixar arquivos, acessar sistemas pelo celular, trabalhar de casa ou de um café requer tecnologia. Atualmente a maioria das pessoas atua ou é impactada pela tecnologia, mesmo quem não trabalha diretamente com ela. E é justamente nessa rotina acelerada que pequenos descuidos podem virar grandes problemas no futuro. Os incidentes são tão comuns que, desde 2006, existe o Dia da Proteção de Dados (28/01) para lembrar que precaução redobrada é essencial.
Os números ajudam a entender o tamanho do risco. Segundo levantamento do IBM Cost of a Data Breach Report, o custo médio de um vazamento de dados no mundo já ultrapassa US$ 4,4 milhões. O mais preocupante é que a maioria dos incidentes não ocorre por falhas técnicas complexas, mas por erros simples do dia a dia, como clicar em links suspeitos ou usar senhas fracas.
Além das perdas financeiras, as organizações também enfrentam consequências regulatórias e legais. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reforça a importância do uso responsável das informações, responsabilizando as empresas por falhas na proteção de dados pessoais. Nesse cenário, a proteção de dados deixa de ser apenas um tema técnico e passa a envolver governança, conformidade e confiança.
“A tecnologia evoluiu, mas o comportamento humano continua sendo o principal ponto de atenção quando falamos de segurança”, explica Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine Brasil. “Em um cenário cada vez mais influenciado por regulamentações de dados, como a LGPD, as decisões do dia a dia têm um papel fundamental na prevenção de incidentes. A boa notícia é que atitudes simples já fazem muita diferença.”
O especialista aponta a seguir cinco hábitos fáceis de adotar no trabalho e que podem evitar dores de cabeça no futuro tanto para o colaborador quanto para a empresa.
1. Pense duas vezes antes de compartilhar informações
Enviar uma planilha por mensagem, salvar documentos de trabalho no e-mail pessoal ou fazer prints com dados de clientes parece algo inofensivo. Mas essas práticas aumentam o risco de vazamentos. Quem tem acesso a dados precisa ser criterioso ao compartilhar informações.
“Muitas pessoas não percebem que dados de rotina também têm valor. Informações básicas podem ser usadas em golpes ou acessos indevidos”, alerta Dal Aba.
2. Senha fraca é convite para problema
Apesar dos alertas, senhas simples ou repetidas ainda são muito comuns. Usar senhas diferentes para cada sistema e ativar a verificação em duas etapas é uma das formas mais fáceis de se proteger e vale tanto para o trabalho quanto para a vida pessoal.
3. Desconfiar não é ser paranoico
E-mails urgentes, mensagens pedindo atualização de cadastro ou avisos que parecem vir do chefe são algumas das armadilhas mais comuns hoje. O Brasil tem acompanhado a escalada do aumento de crimes envolvendo golpes digitais e todo cuidado é pouco. Desconfie e avalie se aquele e-mail ou mensagem é de uma fonte fidedigna. Fique atento aos formatos, falta de informações e nomes genéricos muito comuns nesse tipo de comunicação.
“Os criminosos exploram pressa e confiança. Parar por alguns segundos para checar o remetente já evita muitos problemas”, afirma Dal Aba.
4. Misturar vida pessoal e profissional pode sair caro
Usar o mesmo celular para tudo, acessar sistemas do trabalho em redes Wi-Fi públicas ou instalar aplicativos desconhecidos pode abrir brechas para ataques. Separar contas, evitar redes abertas e seguir as orientações da empresa ajudam a reduzir riscos, mesmo fora do escritório. Além disso, um dos maiores riscos que as empresas enfrentam é o download de arquivos pessoais nos equipamentos de trabalho. É sempre bom evitar esse tipo de prática.
5. Cuidar dos dados também é cuidar da sua carreira
Um vazamento de dados não afeta apenas a empresa. Ele pode impactar diretamente a reputação dos profissionais envolvidos, gerar consequências internas e até comprometer oportunidades futuras de carreira.
“Hoje, saber lidar com informações de forma responsável se tornou uma habilidade profissional básica, assim como saber se comunicar ou trabalhar em equipe”, destaca Dal Aba.
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