

Um forte mau cheiro está chamando a atenção de quem passa pela área lateral do Terminal Central, na Rua Doutor Olímpio Vital, no centro de Feira de Santana. A situação tem prejudicado a movimentação de frequentadores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), localizada na região.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a gerente pedagógica do Apae, Rachel Peixoto, explicou que os problemas vão além do odor desagradável. A presença de pessoas em situação de rua e a colocação de objetos como colchões nos espaços públicos de tráfego de pedestres da região estão provocando insegurança para os pais e alunos da instituição.
São famílias que costumam transitar com frequência pelos passeios e pela passarela para utilizarem o transporte público.

“A gente pede para que a prefeitura tenha atenção a esse pedido nosso de intervenção aqui. O mau cheiro e a sujeira realmente estão insalubres, esse trajeto se tornou insalubre”, explicou Rachel Peixoto ao Acorda Cidade.
Segundo ela, os problemas vivenciados diariamente na região já foram formalizados junto à Prefeitura de Feira de Santana, mas até o momento não foram solucionados.
Sanitário público
O espaço entre o passeio lateral do Terminal Central e a rampa de subida para a passarela, no sentido ao Shopping Popular Cidade das Compras, se tornou, ao longo dos anos, um verdadeiro sanitário público a céu aberto. A presença de fezes e urina humanas por lá é frequente.
Por esses motivos, como informou Rachel Peixoto, muitos pedestres deixam de passar pela passarela e acabam colocando as vidas em risco ao atravessarem diretamente pela via, que tem trânsito bastante movimentado.

“Podem ocorrer acidentes e atropelamentos. Já ocorreu com uma assistida nossa, porque, justamente por ela não poder passar por aqui, ela passou pelo meio da avenida, aí o carro não viu e realmente ela se chocou com o veículo, foi Deus que não teve nada mais grave. Está muito difícil lidar com essa situação aqui abaixo da passarela”, detalhou.
A Escola Normando Alves Barreto (Apae) está situada exatamente ao lado da área de vulnerabilidade e insalubridade. De acordo com a gerente pedagógica, sempre que chove, os problemas se intensificam.

“Aí sobe aquele mau cheiro horrível e a gente até, às vezes, já teve que suspender o acesso por aqui, por conta de que estava um desconforto muito grande. E a gente sabe que conviver com esse mau cheiro não faz bem para a saúde, de jeito nenhum”, reforçou Rachel.
Para ela, o poder público precisa intervir com urgência. “Eu acredito que deve vir fazer uma leitura de como facilitar o trajeto e como facilitar também a limpeza ou a interdição. Para justamente viabilizar o acesso ao transbordo sem passar por essa situação tão difícil”.
A produção do Portal Acorda Cidade entrou em contato com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Feira de Santana (Sesp), mas, até a publicação desta matéria, não obteve resposta.
As informações são do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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