

A queda no número de corridas em Feira de Santana levou o taxista Josafá Oliveira a buscar uma alternativa para manter a renda. Com 26 anos de profissão, o motorista, que mora no bairro Capuchinhos, transformou o próprio carro em uma lanchonete móvel.
“A sobrevivência está difícil. É uma corrida de manhã e outra de tarde. Não tem como manter [meu padrão de vida] só com o táxi”, relatou Josafá, após atribuir a redução da demanda principalmente à concorrência com aplicativos de transporte.
De segunda a sexta, antes mesmo do sol raiar, Josafá coloca no porta-malas uma mesinha e o kit de guloseimas e parte em direção ao Colégio Monteiro Lobato. Foi na frente da instituição de ensino que ele encontrou um ponto certo para vender produtos.
Josafá confessou para a reportagem do Acorda Cidade que parte do sucesso na busca da renda extra vem da combinação ideal entre a venda de lanches saborosos, daqueles de comer com os olhos, e ter na banca os doces do momento.
No ponto, ele vende salgados, pipoca, doces, refrigerantes e água mineral, atendendo estudantes, professores e funcionários da escola. O espaço foi organizado por ele próprio, que afirma chegar em frente ao colégio por volta das 5h30.
Apesar de não estimar um faturamento médio diário, o que ele guarda a sete chaves, Josafá disse que o movimento varia conforme a necessidade dos clientes, que até pouco tempo estavam nas férias.
Para a reportagem, o simpático taxista explicou que o pagamento pode ser feito em dinheiro, Pix ou cartão, fiado não mais por conta dos prejuízos registrados no ano passado. A lanchonete improvisada, que ganhou até o nome Cantina dos Sabores, representa a iniciativa de buscar por adaptação em meio às dificuldades do setor. “A gente tem que se reinventar”, concluiu Josafá.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.
