5 de February de 2026
Micareta de Feira 2025
Foto: Beatriz Rosado/Acorda Cidade
Segundo o vereador, os valores cobrados por alguns artistas são incompatíveis com a realidade dos municípios.
Micareta de Feira 2025
Foto: Beatriz Rosado/Acorda Cidade

Durante a sessão desta quinta-feira (5), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o presidente da Casa, vereador Marcos Lima (União Brasil), criticou os altos cachês pagos a artistas com recursos públicos e anunciou a elaboração de um projeto de lei para limitar esses valores. A declaração foi feita em entrevista ao Acorda Cidade.

Segundo o vereador, os valores cobrados por alguns artistas são incompatíveis com a realidade dos municípios. Vale relembrar que o prefeito José Ronaldo já havia rechaçado a ideia de pagar R$ 1 milhão ao cantor Bell Marques para se apresentar na Micareta deste ano.

A União dos Municípios da Bahia (UPB) também já começou a discutir a alta no cachê das bandas contratadas pelas prefeituras. Na última sexta (30), uma reunião do grupo debateu sobre o assunto na sede da unidade. Pelo menos representantes de municípios de seis estados defendem diálogo com órgãos de controle para preservar recursos públicos durante o São João.

“É uma preocupação nossa muito grande em relação aos cachês pago aqui na Bahia. Nós temos observado que tem artista que está cobrando aproximadamente um milhão e meio por 90 minutos de shows. Esse R$ 1,5 milhão vem dos cofres públicos das prefeituras, do governo do estado”, afirmou.

Marcos Lima disse que o dinheiro poderia ser investido em áreas essenciais e mais emergentes como saúde, educação, e infraestrutura . “Construção de novos postos de saúde, de escolas, estradas, calçamento”, pontuou.

O presidente da Câmara lembrou que o gasto vai além do cachê dos artistas, mas também há investimento em profissionais de outras áreas. “E não é só um milhão e meio que a prefeitura gasta com apenas um artista. Tem toda uma estrutura por fora que é investido, que é os palcos, que é a iluminação, que é a segurança”.

O vereador disse ainda que a proposta não tem o objetivo de desvalorizar os artistas, mas limitar um teto para pagamentos desses profissionais. “Não querendo desvalorizar fique bem claro aos artistas. Tem muitos atravessadores, que para poder chegar até o artista, esses valores já conseguiram passar por muitas outras mãos. Inclusive, a gente tem informação que tem artistas que não recebem nem a metade do cachê que foi cobrado. Então temos que ter cuidado com os recursos da cidade”.

Presidente da Câmara critica cachês milionários e anuncia projeto para limitar gastos com artistas em Feira de Santana
Marcos Lima | Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Você pagar 90 minutos que não vai favorecer de melhoria na vida das pessoas em nada. Onde a gente vê que precisa de creche, de melhoria na iluminação, na pavimentação dos bairros e se investir tanto para poder passar pouco tempo ali e depois que acabou, o dinheiro público, o horário público foi embora. Então há essa preocupação sim da Câmara Municipal, do vereador Marcos Lima e nós vamos trabalhar para impedir que esses recursos sejam jogados fora dessa maneira”, opinou o vereador, presidente da Casa da Cidadania.

Ainda de acordo com ele, o projeto está em fase de ajustes, mas será apresentado ainda no primeiro semestre.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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