

Cerca de 200 ex-trabalhadores das empresas de transporte coletivo Princesinha e 18 de Setembro se reuniram no escritório político do vereador Jorge Oliveira (PRD), em Feira de Santana, na tarde desta segunda-feira (9), para protestar contra a falta de indenização após as empresas encerrarem as atividades no município em 2015.
À equipe de reportagem do Acorda Cidade, Lismar, ex-motorista da 18 de setembro disse que as pessoas presentes estão há 10 anos esperando uma solução para essa situação.
“Nós estamos aqui, mil e tantos pais e mães de família esperando o resultado, porque eles têm que dar um parecer para a gente. Nós trabalhamos, acordamos de madrugada. E os caras saem fora e deixam a gente. Quem vai pagar? Alguém tem que resolver. A gente, na realidade, não quer nada de ninguém, a gente quer o que é da gente”.
Miguel Queiroz de Sena, ex-motorista da empresa Princesinha, questionou por que algumas pessoas receberam algum tipo de rescisão, e outras não.
“Se passaram anos e nós estamos à deriva. Todo mundo simplesmente vê a gente sofrer e nada faz. Precisamos de apoio, estamos aqui atrás de apoio, vamos buscar, não vamos nos calar enquanto não tivermos uma resposta”.
Segundo Miguel de Sena, havia 200 pessoas presentes no escritório político de Jorge Oliveira. No entanto, o número deveria passar de 400, mas muitos não puderam estar no local, por conta do trabalho ou outros compromissos.
Participação do vereador
Para Jorge Oliveira, o encontro aconteceu para atender a necessidade dessas pessoas, que, segundo ele, totalizam 900 famílias.
“Eles estão precisando da resposta, eles estão pedindo socorro para nós políticos, porque eles não têm a quem recorrer. Eu estou conclamando os outros, para que juntos possamos ajudar 900 famílias que estão prejudicadas em nosso município”.
Além disso, o vereador informou que o processo de algumas pessoas está em movimento, enquanto que de outras está parado. “Mas nós estamos com o nosso corpo jurídico ali agora, analisando processo por processo, pra gente ver como dá seguimento”.
Por fim, Jorge Oliveira salientou que espera que os processos se encaminhem, para que as famílias não sejam ainda mais prejudicadas.
“Então nós estamos pedindo a Deus que tudo flua da melhor maneira possível e que, no fim de tudo, essas 900 famílias não fiquem prejudicadas. Nós iremos lutar com eles até quando for possível”.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
Leia também:
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.











