11 de February de 2026
Complexo de Delegacias
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
A prisão em flagrante foi efetuada por uma guarnição da 64ª CIPM. De acordo com a delegada, a criança apontou para o suspeito.
Complexo de Delegacias
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Novos detalhes sobre a prisão em flagrante de um cuidador de 36 anos, suspeito de estupro de vulnerável em uma escola municipal, foram revelados pela delegada Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e responsável pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). Segundo as investigações, o crime teria ocorrido dentro do banheiro dos professores da unidade de ensino.

Conforme o Acorda Cidade já divulgou, o caso aconteceu na tarde da última terça-feira (10), na Escola Municipal Parque Brasil, localizada no Centro de Feira de Santana. De acordo com o relato da vítima à mãe, o suspeito a teria conduzido ao sanitário dos professores.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a delegada informou que, após a denúncia, a Polícia Militar, através da 64ª CIPM foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) e efetuou a prisão ainda na escola, onde a criança, em prantos, apontou o homem como o autor. Na sequência, a vítima foi encaminhada ao Hospital Estadual da Criança (HEC).

Delegada Clécia Vasconcelos
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“O relatório médico indicou que o hímen não estava visível e que havia sinais compatíveis com violência na genitália. Com base nisso, a autoridade plantonista lavrou o flagrante”, explicou Clécia Vasconcelos.

Sobre a existência de provas materiais, a delegada esclareceu que a mãe da vítima entregou à polícia uma peça íntima da criança contendo vestígios de sangue e uma substância que pode ser sêmen.

“Esse material foi apresentado pela família para perícia; nada foi encontrado diretamente em posse do autuado no momento da prisão”, pontuou a autoridade.

Um dos obstáculos enfrentados pelos investigadores é a ausência de imagens de segurança. Segundo a delegada, uma queda de energia no momento do ocorrido impediu que o sistema de monitoramento da escola registrasse a movimentação.

O suspeito, que nega as acusações, aguarda a decisão da audiência de custódia, que deve determinar se a prisão em flagrante será convertida em preventiva. O inquérito policial deve ser concluído em um prazo máximo de 30 dias, por se tratar de um crime hediondo.

“Nosso objetivo é garantir a proteção integral da criança e buscar a verdade real dos fatos, pormenorizando cada conduta investigada”, finalizou a delegada.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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