12 de February de 2026
Polícia investiga assassinato de Edmárcio Azevedo de Jesus
Edmárcio Azevedo de Jesus, de 51 anos
A mulher foi presa após câmeras do Sistema de Reconhecimento Facial da SSP-BA identificarem a procurada, de 31 anos.
Polícia investiga assassinato de Edmárcio Azevedo de Jesus
Edmárcio Azevedo de Jesus, de 51 anos

Foi presa na tarde de quarta-feira (11), na cidade de Simões Filho, uma mulher de 31 anos, identificada pelas iniciais I.J.L.S., acusada de matar o empresário Edmácio Azevedo de Azuis, de 51 anos, conhecido como China, proprietário de uma academia no bairro Gabriela, em Feira de Santana. O crime ocorreu no dia 22 de abril do ano passado e teve grande repercussão na cidade.

Mulher suspeita de matar dono de academia em Feira de Santana é presa em Simões Filho
Foto: Reprodução/PCBA

A prisão foi realizada após câmeras do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) identificarem a procurada, que possuía mandado de prisão expedido pela Vara do Júri de Feira de Santana pelo crime de homicídio.

De acordo com informações da 22ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), a suspeita foi localizada após alerta emitido pelo videomonitoramento do Cicom Salvador/RMS. Ela foi abordada em uma agência bancária da cidade, onde estava realizando um saque. Após confirmação da identidade, foi conduzida à Polinter, em Salvador.

A mulher foi transferida para Feira de Santana e encontra-se custodiada no Complexo do Sobradinho. Na próxima quarta-feira (18), deverá ser transferida para o Presídio Regional de Feira de Santana.

Relembre o caso

Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios (DH/Feira )relembrou como o crime aconteceu.

“Um dia após o feriado de Tiradentes, ela ceifou a vida do Edmácio. Ele foi encontrado morto por um de seus filhos, ele estava nu em cima de uma cama e apresentava cinco tiros. Foram três que atingiram a região do peito, um na cabeça e um em uma das mãos.”

Edmárcio Azevedo de Jesus
Edmárcio Azevedo de Jesus | Foto: Redes Sociais

Segundo o delegado, três dias após o crime, a suspeita se apresentou espontaneamente na delegacia acompanhada de advogado e confessou o homicídio, alegando legítima defesa. Como não havia prisão preventiva decretada nem situação de flagrante, ela foi ouvida e liberada.

“Posteriormente a polícia se apresentou pela prisão preventiva, mas aí ela encontrasse foragida, permanece foragida durante um ano, se escondeu em vários estados e foi encontrada na data de ontem (11), na cidade de Simões Filho”, confirmou o delegado.

Mulher suspeita de matar dono de academia em Feira de Santana é presa em Simões Filho
Delegado Gustavo Coutinho | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

De acordo com a investigação, a suspeita relatou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e que decidiu encerrar a relação. Conforme a versão apresentada por ela, passou a sofrer ameaças e marcou um encontro com o empresário.

“Ela disse que marcou esse encontro com o intuito de convencer ele a desistir realmente do relacionamento e deixar ela em paz. E nesse encontro, ela, inclusive, levou alguns cumprimentos de Clonazepam para dopar ele caso ele ficasse agressivo e depois assassinar. E como de fato foi feito.”

Ainda segundo o delegado, após ingerirem bebida alcoólica e manterem relação, o empresário adormeceu, momento em que ela efetuou os disparos. A mulher sabia manusear arma de fogo porque trabalhava com segurança patrimonial.

“Ele já estava desacordado estava dormindo no momento que foi morto por ela. Após isso ela saiu, fugiu do local, as câmeras de segurança na rua flagraram ela fugindo, desesperada com a arma na mão.”

A Polícia Civil apura ainda o desaparecimento de uma pistola calibre .380, um revólver calibre 38 e cerca de R$ 10 mil do imóvel.

Gustavo Coutinho destacou ainda que, após reunir provas e ouvir testemunhas, a polícia representou pela prisão preventiva.

“Ela se apresentou de forma espontânea, confessou o crime, alegou legitima defesa, que estava sendo ameaçada e tal, e como não havia prisão preventiva decretada e também não havia um flagrante, a polícia não podia segurar ela e manter ela presa. Então ela foi para casa e logo em seguida nós representamos pela prisão preventiva, mas ela acabou fugindo.”

Agora, o inquérito será concluído em até 10 dias e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia. Segundo o delegado, a expectativa é de que haja denúncia, já que a investigada confessou o crime e, conforme apurado, houve premeditação.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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