

Dois homens, de 28 e 60 anos, foram presos no fim da noite de segunda-feira (16), em Itagimirim, após serem flagrados com três tatus abatidos e armas de fogo. A ação foi realizada pela Polícia Militar nas proximidades da BA-687, quando a dupla saía de uma área de mata.
Segundo informações apuradas pelo Radar News, site parceiro do Acorda Cidade, durante a abordagem foram apreendidas duas espingardas e outros acessórios utilizados na prática da caça. Os suspeitos foram autuados em flagrante por crime ambiental, devido à caça de animais silvestres protegidos por lei e por porte ilegal de arma de fogo.
Como a soma das penas ultrapassa cinco anos de reclusão, a legislação não permite que a autoridade policial conceda fiança. Os dois permanecem custodiados na delegacia de Eunápolis e aguardam audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se mantém a prisão, concede liberdade provisória ou impõe medidas cautelares.
De acordo com informações policiais, os homens, um aposentado e um montador de móveis, residem no bairro Juca Rosa, na zona norte de Eunápolis.
Especialistas alertam que a caça ilegal provoca impactos diretos no equilíbrio ambiental. Uma bióloga ouvida pelo site destacou que a redução de espécies como o tatu interfere em funções importantes do ecossistema, como o controle de insetos e a renovação do solo.
Além dos danos ambientais, há riscos à saúde humana. O tatu pode ser hospedeiro da bactéria Mycobacterium leprae, associada à hanseníase, com possibilidade de transmissão durante o manejo ou consumo inadequado da carne. O animal também possui hábitos alimentares variados, podendo se alimentar de matéria orgânica em decomposição, inclusive em áreas como cemitérios, o que amplia o risco de contaminação por outros agentes infecciosos.
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