19 de February de 2026
mutirão
Foto: Paulo José / Acorda Cidade
A expectativa era selecionar ao todo 300 pessoas em dois dias de triagem, mas o público que compareceu somente hoje surpreendeu a fundação.
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Foto: Paulo José / Acorda Cidade

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana reservou esta quinta-feira (19) e a sexta (20) para fazer o pré-agendamento para o mutirão de pediatria. A expectativa era selecionar ao todo 300 pessoas nos dois dias de triagem, mas o público que compareceu somente no primeiro dia surpreendeu a fundação.

Quem passou próximo do Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido popularmente como Hospital da Mulher, ficou impressionado com a longa fila de pessoas tomando uma vaga no mutirão que pretende atender recém-nascidos até adolescentes de 13 anos.

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Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Segundo uma estimativa da reportagem do Acorda Cidade, que foi conferir de perto a longa fila, cerca de 400 pessoas estavam em busca de uma vaga no mutirão. Com tanta procura e pouca oferta, foi fácil ver pessoas indignadas com a situação. 

“Em um post no Instagram, eles falaram que não precisa de guia. Chega aqui e fala que precisa de guia. Muita gente foi embora por causa disso. Aqui tem mais de 500 pessoas. O prefeito tem que botar um neuro só para atender o povo de feira”, disse uma moradora que aguardava na fila.

“Eu cheguei aqui às 7h E eu não esperava encontrar essa multidão aqui. Não. Só Deus sabe se eu vou ser atendida. Estou aqui na fila para ver se acontece alguma coisa. O negócio é complicado”, disse Carla Aparecida. 

Pegos de surpresa

A diretora da Fundação Hospitalar, Gilbert Lucas, explicou que ficou surpresa com o grande número de pessoas em busca de atendimento. Em entrevista ao Acorda Cidade, ela afirmou que designou a equipe para fazer uma consulta e que a ideia é fazer outros muitos para atender o número excedente. 

“Eu não sabia que estava essa demanda toda, mas nosso intuito é resolver. Eu já estou conversando com todo mundo, fazendo uma pré-triagem aqui para ver se está com a documentação certinha, se é de Feira de Santana, qual é a necessidade”, disse.

“A gente vai fazer essa triagem e vai fazer esse agendamento. O que a gente pede sempre à comunidade é que não traga agendamento de outras pessoas. A gente não tem como agendar. Então a gente está agendando aqui, por exemplo, a avó que está trazendo para o neto, a mãe, o pai, um tio, uma tia. Agora não adianta trazer, não vamos poder fazer esse agendamento. Então a gente deixa bem claro, e é Feira de Santana, não é de outros municípios”, completou Gilbert Lucas.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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