

O goleiro Bruno, que foi condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, declarou que pretende entrar para a política. O movimento deve ocorrer a partir de 2023, ano em que se conclui o cumprimento da pena.
O jogador confirmou o interesse no campo político durante uma entrevista à Rádio Itatiaia concedida no aeroporto internacional de Belo Horizonte. O jogador estava a caminho da capital do Acre para disputar uma partida da Copa do Brasil.
Bruno externou o desejo de ser candidato pela cidade natal, Ribeirão das Neves, provavelmente ao cargo de vereador do município que fica na região metropolitana da capital mineira.
Questionado sobre por qual partido pretende se filiar, o atleta não confirmou interesse em uma legenda específica, mas indicou o campo político que deseja fazer parte. “Não tem como não ser de direita”, disse Bruno após afirmar que tem recebido convite de diversos partidos.
“Dos delitos e das penas”
Bruno ficou conhecido nacionalmente por defender o Flamengo, tradicional clube do futebol carioca. O atleta está em liberdade condicional desde 2019. O goleiro foi responsabilizado pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio, mãe do filho dele. O crime ocorreu em 2010 e o corpo da vítima nunca foi encontrado.

Mesmo após a finalização do cumprimento da pena, o goleiro não poderá entrar na política de forma imediata. A Lei da Ficha Limpa estabelece que, para réus condenados por crimes contra a vida, a inelegibilidade, um tipo de impedimento para ser votado, é prolongada por oito anos após o cumprimento da pena.
Desta forma, com previsão da conclusão da pena em 2031, Bruno só poderá ingressar na política a partir de 2039. Se mantiver o desejo de sair como vereador, a próxima eleição possível para o goleiro é em 2040, pleito em que o atleta terá 56 anos.
Mais polêmica: um time com acusados de estupros.
A declaração do goleiro foi dada durante o deslocamento para uma partida da Copa do Brasil. Bruno foi titular no jogo do Vasco do Acre contra o Velo Clube. O jogo ocorreu na quinta-feira (19), no Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco. O goleiro retornou ao Acre após cinco anos para jogar em um clube que está no centro de uma polêmica.
Quatro jogadores do Vasco do Acre são acusados de terem estuprado coletivamente duas mulheres. O fato teria ocorrido na noite da sexta de carnaval, dia 13 de fevereiro, na capital do estado, Rio Branco.
Segundo o g1, um dos jogadores nem compareceu à partida de estreia de Bruno, pois está preso desde o domingo (15). Os outros jogadores acusados se apresentaram à polícia na terça (17).
O clube se manifestou sobre o caso através de uma nota divulgada à imprensa, onde afirma que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no sábado (14).
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