22 de February de 2026
mutirão
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
o mutirão atendeu crianças até o início da tarde, com uma intenção bem definida: diminuir a espera pela consulta com os especialistas.
mutirão
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana realizou neste sábado (21) o primeiro mutirão na área de pediatria de 2026. Ao todo, foram realizados atendimentos de cerca de 300 crianças e adolescentes. De acordo com a organização, o objetivo é diminuir a espera das famílias que procuram o serviço.

Gilberte Lucas
Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana | Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

“Estamos fazendo o máximo para atender à demanda reprimida. Hoje começamos às 6h para acomodar todo mundo. É importante destacar que há quatro neuropediatras trabalhando, a maioria dessas crianças são especiais. São crianças autistas, crianças que precisam ter um acompanhamento e uma humanização no atendimento”, disse Gilbert Lucas, presidente da Fundação Hospitalar.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Ao Acorda Cidade, Gilbert destacou que o mutirão atendeu crianças até o início da tarde, com uma intenção bem definida: diminuir a espera pela consulta com os especialistas. Ela lembrou que a ideia do evento, que ocorre em diferentes áreas ao longo do ano, é proporcionar a realização de exames e consultas extras.

“São especialidades importantes, com uma demanda muito grande. No cronograma da fundação, tem o planejamento para fazer alguns mutirões em algumas especialidades, como pediatria e saúde da mulher. Então, quando fizemos um levantamento, principalmente de casos de solicitação de retorno de neuro, fila de espera para pneumologista pediátrico e para cirurgião pediátrico, resolvemos fazer esse mutirão”, disse Gilbert.

Atendimento garantido

A presidente explicou que todas as pessoas que compareceram neste sábado foram atendidas porque passaram por um processo de triagem, que ocorreu na última quinta (19), e realizaram um pré-agendamento. Segundo Gilbert, a ação é fundamental para dimensionar a busca pelos serviços e garantir atendimento.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Não tem como um neuropediatra atender mais de 30 crianças num mutirão como esse. Então, precisamos fazer um pré-agendamento para chegar aqui hoje e todo mundo ser atendido. Todo mundo que está sendo atendido, porque já estava lá relacionado qual era o médico, qual era a assistência que ia ter. Até porque assim conseguimos ter uma visão de quantidade por profissional”, disse Gilbert.

“Na fundação, atendemos uma média entre 400 a 500 crianças por mês, de 18 especialidades, sendo que há aquelas especialidades em que a procura é maior. Por exemplo, pneumologista pediátrico, gastroenterologista pediátrico, cirurgião pediátrico e neuropediatra Então, esses mutirões ocorrem em cima daqueles atendimentos que têm uma demanda reprimida”, complementou a presidente.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Olhar atento

A pediatra Luciene Martins, que participou do mutirão, explicou que uma das características mais comuns do evento é a diversidade dos atendimentos. A médica contou à reportagem do Acorda Cidade que, no mutirão, se atende de tudo.

Luciene Martins, médica pediatra
Luciene Martins, médica pediatra | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“O atendimento hoje não é para crianças que estão doentes no momento. A procura é mais por uma especialidade que eles não conseguem durante o tempo. Nós fazemos um trabalho preventivo. Examinamos o paciente e solicitamos os exames para poder ver como está a criança nesse momento. Existem alguns casos, não são muitos, que realmente necessitam de acompanhamento”, disse.

Atendimento médico
Atendimento médico | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

A médica descreveu bem a situação de Letícia Medeiros da Conceição, de 25 anos, moradora do bairro Aviário. Em entrevista ao Acorda Cidade, ela contou que é a primeira vez que participa do mutirão e estava há muito tempo em busca de um atendimento para os filhos.

Letícia Medeiros da Conceição | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Eu estava procurando o neuropediatra desde 2024 e não achei. Minha colega me falou do mutirão, vim na quarta-feira à noite para aguardar o lugar para o meu filho. E assim eu consegui o neuro. A médica foi excelente. O pediatra também é excelente. Não tenho o que falar dos dois. Foi rápido e com excelentes profissionais”, disse Letícia.

Desafios constantes

A pediatra Luciene reforçou que o mutirão é muito importante porque surge justamente como uma tentativa de diminuir a espera por atendimentos. A médica também falou que o evento ocorre em um momento que, tradicionalmente, representa muitos desafios para a saúde dos baixinhos.

Luciene Martins, médica pediatra, durante atendimento | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade Cidade

“O maior desafio hoje são as viroses, porque principalmente nessa época chove, esfria, tem a mudança de clima, então muitas viroses acontecem, as arboviroses, a dengue, zika, todas essas doenças que acometem as crianças, diarreias, por conta dos vírus, a conjuntivite, que também já está no tempo. Bebezinhos podem ter bronquiolites. Então, tem uma gama nessa época, realmente é uma demanda muito grande e é difícil a gente trabalhar com isso”, disse a médica.

Pensando na prevenção, a dona de casa Deysiane Rosário dos Santos levou a filha de apenas 1 ano e 10 meses ao mutirão. Ao Acorda Cidade, a mãe confessou que foi em busca de uma consulta de rotina para ver se está tudo certinho com a bebê.

Deysiane Rosário dos Santos
Deysiane Rosário dos Santos | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Conseguimos atendimento bem rapidinho. Passamos pela triagem, a médica foi muito atenciosa e nos atendeu de forma bem atenciosa, escutou tudo o que eu vim conversar com ela, passou os exames específicos, algumas medicações para poder fazer suplementação de sulfato ferroso, vitamina B e vitamina D”, disse.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Ela já estava fazendo acompanhamento com o pediatra, mas já tem uns 4 meses que eu não estava conseguindo marcar a consulta, aí agora aproveitei o mutirão para poder fazer essa consulta. Agora eu espero que não só eu, mas outras mães que vêm para fazer atendimento consigam dar continuidade no atendimento das nossas crianças, que é muito importante”, completou a mãe.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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