

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Feira de Santana, em parceria com a Casa do Trabalhador, criou o projeto “A Vez Delas”, focado em oferecer vagas de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburgh, disse que o órgão conta com guichês especiais para atender mulheres, destacando que o objetivo desse projeto é a empregabilidade da mulher.
Os atendimentos são feitos por mulheres, então a mulher é bem-vinda aqui na Casa do Trabalhador. Essa política que a secretária Neinha criou veio encaixar, porque nós temos essa linha para atender, chamada empregabilidade da mulher. Então, nós conseguimos colocar esse perfil na vaga de emprego. E isso desperta a atenção das mulheres, elas percebem que elas aqui serão bem acolhidas, bem atendidas e serão encaminhadas para vagas que são direcionadas à empregabilidade da mulher.”

E no caso específico da mulher vítima de violência doméstica, foi um programa que a secretária [Neinha] criou e a gente tem um guichê aqui para atender. Então, ela tem um atendimento prioritário, mas é um atendimento para a mulher vítima de violência e o atendimento da mulher também”.
De acordo com o diretor, essa parceria também conta com psicólogos, advogados e outros serviços, para que as mulheres sejam inseridas no mercado de trabalho e possam ter autonomia, pois na maioria das vezes, a violência sofrida por elas está ligada a falta de independência financeira, o que as impede de se separar de quem comete esses crimes.
Ainda segundo Magno Felzemburgh, o que mais emprega em Feira de Santana é a área de serviço, em seguida as áreas de comércio e indústria. Além disso, a construção civil também conta com a presença das mulheres, apesar de haver uma menor quantidade. Assim como afirmou que, em 2025, Feira de Santana empregou mais mulheres do que homens.
“Feira Santana, no ano de 2025, o saldo positivo na geração de emprego do Caged de mulher foi maior do que o de homem. Feira de Santana empregou mais mulheres do que homens no ano de 2025. Esse é um dado histórico, porque ao longo de todos os anos sempre foram os homens, mas o ano de 2025 mudou.”
O diretor contou que esse número acontece pois, atualmente, muitos homens estão deixando de ser provedores: “Ele começou a largar a mulher e dizer se vire. E a mulher sozinha começou a ter que sustentar sua família”.

Início do projeto e acolhimento das mulheres
Outro ponto abordado por Magno Felzemburgh foi o início do projeto, em 2025. Portanto, 2026 é o primeiro ano em que a Casa do Trabalhador faz o atendimento com maioria de mulheres, pois há apenas um atendente homem no órgão.
“Nós começamos com a experiência e esperamos que esse ano a gente consiga inserir no sistema essas informações. É como a lei não permite a diferenciação de sexo, a gente não contabilizou a questão de mulheres atendidas ou homens atendidos. Mas eu acredito que nesse novo modelo da Casa do Trabalhador, onde a gente vai fazer a mudança”.
Além disso, o diretor falou sobre a importância do acolhimento dessas mulheres que sofreram alguma violência: “Quando você encontra ali um guichê que tem um perfil, uma atendente que é mulher, que está preparada para atender a mulher, que vem, de certa forma, abalada psicologicamente, é importante”.

Sobre as vagas
Quanto às vagas disponíveis e parcerias com empresas privadas, Magno Felzemburgh salientou que as mulheres interessadas devem acessar o site da prefeitura, para conferir se estão dentro dos requisitos apresentados pela vaga.
Além disso, explicou que as mulheres podem ter acesso aos serviços oferecidos pelo projeto “A Vez Delas” comparecendo na Casa do Trabalhador, mas destacou: “Eu sempre digo: não venha aqui arriscar não”.
Olhe antes o site da prefeitura, na primeira página, vai ter vagas de emprego. Então venha quando você identificar o seu perfil. Você olha, porque mesmo na área, precisa de experiência. Tem vaga que precisa de experiência. Tem vaga que não precisa, mas maioria precisa”.
Já sobre programas de qualificação, o diretor disse que ainda não há projetos públicos para isso, apenas parcerias com o setor privado.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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