24 de February de 2026
manifestação contra violência
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade
Além de protestar contra a extensa fila, os manifestantes também cobram programas de segurança e projetos na educação.
manifestação contra violência
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Na manhã desta segunda-feira (23), cidadãos de Feira de Santana realizaram uma manifestação em frente ao anúncio de construção do Centro Comunitário pela Vida (Convive), no bairro Alto do Papagaio, no qual estavam presentes o prefeito José Ronaldo de Carvalho, o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. O objetivo dos moradores foi protestar contra a extensa fila de regulação no município, na qual muitos pacientes morrem por não resistir à espera.

manifestação contra extensa fila de regulação
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Além de protestar contra a extensa fila, os manifestantes também cobram programas de segurança e projetos na educação, com ênfase na educação financeira. “Muitas pessoas vêm perdendo a sua vida aguardando essa fila de regulação. Inclusive, teve uma funcionária pública que estava internada na UPA do Clériston [Upa estadual] e perdeu a sua vida esperando a regulação”, denunciou Júlia Santana, moradora do bairro Baraúnas, em entrevista ao Acorda Cidade.

manifestação contra violência
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

“A gente também cobra programas contra a violência. Cadê os programas de segurança? A segurança não é só a polícia chegar e invadir, a gente quer programas reais, programas que vão mudar. Não é só a polícia chegar e matar todo mundo, isso não vai resolver nada, porque o que morre hoje, amanhã tem outro no lugar. […] “A gente precisa de programas, a gente precisa de educação financeira, a gente precisa da educação musical, de esportes, entre outras coisas. Estamos aqui cobrando o que foi nos prometido há quatro anos e não foi cumprido”, continuou a moradora.

Júlia diz que também foi uma das pessoas que enfrentaram a fila de regulação, mas que só conseguiu ser regulada porque seu quadro de saúde foi considerado “simples”.

“Eu cheguei a ficar internada alguns dias e demorou, mas consegui a regulação porque o meu caso era simples. Fiquei internada com suspeita de trombose e eu precisava fazer alguns exames. Aqui em Feira não tinha um hospital que pudesse me atender e eu fui transferida para Salvador para poder fazer um atendimento. Então a gente quer isso, a gente quer poder ser atendido na nossa cidade”, disse.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

Leia também: Vereador denuncia situação de pacientes que aguardam regulação em Feira de Santana: “Mais um que morre na fila”

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