

Na manhã desta segunda-feira (23), o Ministro da Casa Civil do Brasil, Rui Costa, foi questionado sobre a opinião do Partido dos Trabalhadores em relação ao rompimento do senador Angelo Coronel (sem partido) com o grupo governista liderado pelo PT da Bahia.
“Página virada. Eu não quero ficar remoendo esse assunto. Todos vocês conhecem a história. A chapa dele está formada. Nós vamos para a caminhada e o povo da Bahia vai decidir. Democracia é assim, eu não sou de ficar chorando leite derramado. Cada um vai dando os passos que acha que deve dar”, disse Rui Costa (PT) em entrevista coletiva realizada no evento de assinatura da ordem de serviço para a construção do Centro Comunitário pela Vida (Convive) na Princesa do Sertão.
Segundo o ministro, Angelo Coronel recebeu apoio em 2018, mesmo com Lídice da Mata (PSB-BA) estando no cargo de senadora na época, com possibilidade de reeleição.
“Então, o conceito de que estar no cargo não pode mexer, se esse fosse um valor absoluto, ele não seria senador. Porque senão Lídice teria sido candidata à reeleição em 2018. Nós entendíamos que a composição naquele momento era melhor com ele como senador. E Lídice aceitou e compôs a chapa conosco e está até hoje conosco”, reforçou.
Rui afirmou não concordar com a decisão do antigo aliado. O petista enfatizou a oferta de primeira suplência de uma das vagas ao Senado à Coronel, que possivelmente deveria voltar a exercer o mandato.

“Acho que o que foi oferecido a ele era muito relevante. Era o exercício de um mandato quase que inteiro, praticamente, se ele participasse da chapa. E eu digo sempre, primeira suplência não é demérito para ninguém”, declarou o Ministro da Casa Civil, citando exemplos de parlamentares suplentes que exercem o cargo, como Fernando Farias (MDB-AL), atual senador por Alagoas no lugar de Renan Filho (MDB-AL).
“Todos os cargos são importantes na chapa, seja porque alguém pode virar ministro, seja porque alguém depois pode se eleger para outra função. Acho que quando você valoriza o grupo político, a equipe, isso tem o maior valor”, salientou.
Entenda o rompimento de Angelo Coronel
Após a decisão do PT em ocupar duas vagas no Senado Federal com os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, além de manter governador o Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição, Angelo Coronel declarou que foi defenestrado pelo grupo político, mesmo o seu antigo partido, o Partido Social Democrático (PSD-BA), tendo grande força no estado.

Em janeiro deste ano, Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD, após o presidente estadual da sigla, Otto Alencar, reafirmar fidelidade ao PT.
Atualmente sem partido, Coronel passou a compor a chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), na qual deverá ser um dos candidatos ao Senado, juntamente com João Roma (PL).
A entrada de Angelo Coronel na chapa de oposição enfraqueceu nomes que já tinham força dentro do grupo para concorrer ao Senado Federal, como Marcelo Nilo (Republicanos), ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alba).
As informações são do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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