24 de February de 2026
Bebê vestido de Coelho da Páscoa
Foto: Reprodução/ Freepik
Sugestões criativas e acessíveis ganham espaço entre os iniciantes e ampliam oportunidades de faturamento na Páscoa.
Bebê vestido de Coelho da Páscoa
Foto: Reprodução/ Freepik

A Páscoa movimenta o comércio brasileiro todos os anos e abre espaço até para quem não tem habilidade para trabalhar com alimentos, mas quer fazer renda extra. Fora do universo do chocolate, cresce a procura por presentes afetivos, lembranças personalizadas e kits temáticos voltados a professores, crianças e empresas. A estratégia exige baixo investimento, mas precisa de organização prévia e foco na apresentação.

Bruna Andriotto, especialista em renda extra da Me Poupe!, maior plataforma de entretenimento financeiro do mundo, revela que a papelaria personalizada desponta como uma das alternativas mais acessíveis. Caixinhas decoradas, tags com mensagens, cartões temáticos e embalagens para lembrancinhas podem ser vendidos tanto para o consumidor final quanto para quem já trabalha com doces e precisa de um acabamento diferenciado. “O custo de produção é reduzido e permite uma margem interessante, sobretudo quando há personalização com nome ou mensagem específica. Além disso, existe a opção da revenda”, explica.

Kits para professores também têm boa aceitação no período da Páscoa. A proposta combina itens simples, como caneca, bloco de anotações, caneta e cartão de agradecimento, organizados em embalagem temática. “O apelo emocional fortalece a venda, principalmente entre famílias com filhos em idade escolar, e o diferencial é contar com opções e diferentes faixas de preço, facilitando a decisão de compra”, ensina Andriotto.

Para o público infantil, a criação de kits recreativos amplia o leque de possibilidades. Caixas para caça aos ovos com pistas impressas, kits de pintura com ovos decorativos de plástico, livros de colorir personalizados e jogos simples voltados à temática da data atendem pais que desejam proporcionar uma experiência diferente às crianças, sem estimular tanto o consumo do chocolate. A proposta se apoia mais na vivência e no entretenimento. 

O artesanato temático também ganha relevância. “Guirlandas de porta, enfeites para mesa, cestinhas decorativas e peças em feltro ou tecido podem ser produzidos sob encomenda. O diferencial está na exclusividade e na personalização, bastante valorizados em datas comemorativas”, aponta a educadora financeira.

Há ainda espaço para a montagem de cestas presenteáveis sem fabricação própria. A compra de produtos variados, como biscoitos, chás, canecas, livros e itens de autocuidado, permite a criação de kits personalizados. O lucro vem da curadoria e da apresentação, embalagem bem finalizada, laços, papel kraft e etiquetas elevam a percepção de valor.

De acordo com Bruna Andriotto, o mais importante é ter planejamento e definir o público. A produção sob encomenda diminui o desperdício e facilita o controle financeiro, enquanto a precificação deve incluir material, embalagem e o tempo dedicado. “A divulgação pode ser pelas redes sociais, grupos e contatos pessoais. Fotos bem iluminadas, descrição objetiva, organização na produção e entrega também devem ser observados”, pontua. 

Para finalizar, no ambiente corporativo, empresas buscam lembranças simbólicas para clientes e colaboradores. “Kits enxutos, com itens de papelaria, mensagens institucionais e pequenos brindes, podem atender essa demanda. A venda antecipada, com catálogo digital e prazo definido para pedidos, reduz riscos e evita estoque parado”, diz Andriotto.

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