

A rotina de quem trabalha ou vive durante a madrugada exige adaptações do organismo que podem trazer impactos diretos à saúde cardiovascular. Estudos recentes apontam que inverter os horários naturais de sono e vigília está associado a maior risco de hipertensão, infarto e outras doenças do coração.
De acordo com Luciano Bastos, cardiologista, credenciado à União Médica, o corpo humano funciona a partir de um “relógio biológico”, conhecido como ritmo circadiano, que regula funções como pressão arterial, liberação de hormônios, temperatura corporal e metabolismo. Quando esse ciclo é constantemente alterado — como ocorre com trabalhadores noturnos ou pessoas que dormem de dia e ficam acordadas à noite — há um desequilíbrio que pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.
O que acontece com o organismo?


Durante a noite, o organismo é naturalmente programado para reduzir a pressão arterial e desacelerar os batimentos cardíacos. Esse período de descanso é importante para a recuperação do coração e dos vasos sanguíneos.
Quando a pessoa permanece ativa nesse horário, o corpo mantém níveis elevados de hormônios como o cortisol, relacionados ao estado de alerta. Ao longo do tempo, essa ativação contínua pode favorecer:
- Aumento da pressão arterial;
- Alterações no controle da glicose;
- Maior propensão ao ganho de peso;
- Inflamações no organismo;
- Elevação do risco de doenças cardiovasculares.
Além disso, a privação ou a má qualidade do sono contribui para o estresse e dificulta a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.
Quem está mais exposto?
Profissionais da saúde, segurança, transporte, indústria e comunicação frequentemente trabalham em turnos alternados ou noturnos. Pessoas que acumulam dois empregos ou mantêm rotina irregular de sono também podem sofrer impactos semelhantes.

Segundo Luciano Bastos, cardiologista, credenciado à União Médica, não é apenas a quantidade de horas dormidas que importa, mas a regularidade dos horários. Dormir sempre em períodos diferentes compromete a sincronização do relógio biológico e aumenta o desgaste do organismo.
É possível reduzir os riscos?
Embora nem sempre seja viável mudar a rotina de trabalho, algumas medidas ajudam a proteger o coração:
- Manter horários de sono o mais regulares possível, mesmo nos dias de folga;
- Criar um ambiente escuro e silencioso para dormir durante o dia;
- Evitar cafeína e estimulantes nas horas que antecedem o descanso;
- Priorizar alimentação leve no período noturno;
- Realizar acompanhamento médico periódico, especialmente para monitorar pressão arterial, colesterol e glicemia.
Luciano Bastos, cardiologista, credenciado à União Médica, reforça que a atenção à saúde cardiovascular deve ser constante, principalmente para quem tem histórico familiar de doenças do coração ou já apresenta fatores de risco como obesidade, diabetes e sedentarismo.
Atenção aos sinais
Cansaço excessivo, dores no peito, falta de ar, palpitações e tonturas não devem ser ignorados. A avaliação médica permite identificar precocemente alterações e orientar mudanças no estilo de vida.
Na União Médica, oferecemos acompanhamento multidisciplinar voltado à prevenção e ao cuidado integral da saúde do coração. Investir em sono de qualidade e em hábitos saudáveis é uma forma de preservar o bem-estar e garantir mais qualidade de vida, mesmo diante de rotinas desafiadoras.
Fonte: Ascom/União Médica
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