

Os professores da rede pública municipal de Feira de Santana aprovaram, na manhã desta quinta-feira (26), um indicativo de greve. A decisão foi tomada durante uma assembleia convocada pela APLB, sindicato que representa a categoria. Na prática, a medida sinaliza a disposição de paralisar as atividades caso as negociações não avancem.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a professora Marlede Oliveira, presidente da APLB, classificou a assembleia como muito positiva e afirmou que o movimento é fruto da insatisfação da categoria com o não cumprimento de um acordo que, segundo ela, o município firmou com os professores.

“Na próxima quinta-feira, dia 5 de fevereiro, vai ter uma nova assembleia à tarde. Amanhã está marcada uma audiência com o secretário de Educação. A partir daí, se não tivermos resposta concreta para o cumprimento imediato da nossa tabela, porque a nossa tabela é lei, ganhamos na Justiça, foi homologada e não dá para a gente agora querer recuar, podemos iniciar a greve”, disse Marlede.
Segundo a professora, o município se comprometeu a executar ao todo 14 pontos que a categoria estava reivindicando, exceto as duas principais demandas: a mudança de referência e o cumprimento da tabela salarial, que, segundo ela, está defasada desde 2022.
“Nós não vamos aceitar, porque aquilo que o governo assinou em agosto e foi homologado em setembro tem que ser cumprido. Lei é para ser cumprida. Então agora a nossa luta é no dia 5, na assembleia da tarde, e, se não tiver resposta concreta do cumprimento da tabela, vamos para a greve”, afirmou.

“Se nós não tivermos uma resposta de cumprimento da tabela, vamos para a greve, porque a tabela é lei. Lei é para ser cumprida. Não vamos recuar daquilo que é maior, que é uma lei hoje. A lei não foi desfeita, não foi derrubada pelo tribunal. Todo mundo está a favor da gente”, complementou a presidente.
Desvalorização
A professora Marlede Oliveira aproveitou a oportunidade para afirmar que a tabela de reajuste salarial deve ser cumprida, pois, apesar de o município possuir boa arrecadação e repasses constantes, a categoria segue sendo desvalorizada.

“Feira de Santana hoje é o pior município que paga salário aos professores. A região toda está pagando um salário melhor. Os profissionais estão saindo daqui de Feira para trabalhar em cidades vizinhas, porque, por exemplo, 20 horas em um município equivalem a 40 horas daqui. O governo acabou com a carreira da nossa categoria”, finalizou Marlede.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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