

Foi realizado na capital baiana, Salvador, na manhã desta sexta-feira (27), mais um dia do Workshop “De olho na segurança – O papel da mídia na cobertura segura das ações de Segurança Pública”. O objetivo do projeto é levar informações transparentes e descomplicadas à população, com o apoio da imprensa, sobre segurança pública, permitindo que reflitam e mudem comportamentos.

Tony Silva, chefe e coordenador da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil (Ascom), é um dos idealizadores do evento. Em entrevista ao repórter Ed Santos, do setor policial do Acorda Cidade, Tony conta que a ideia surgiu a partir da necessidade de estabelecer uma maior coesão entre a imprensa e as Ascoms.
“Todos nós temos o mesmo objetivo, que é levar informações de forma transparente, mais fácil e descomplicada para a população entender a segurança pública, poder refletir sobre a sensação de segurança ou de insegurança, e assim poder mudar comportamentos— poder fazer a sua contribuição, porque segurança pública, como diz nosso secretário Marcelo Werner, ‘polícia é segurança pública, mas segurança pública não é só polícia’ ”.

Segurança exige engajamento
Tony também diz que segurança pública exige engajamento da sociedade, da imprensa e das forças policiais para alcançar paz, tranquilidade e equilíbrio social. Ele afirma que a implantação de núcleos de comunicação nas Dirpins (Diretoria Regional de Polícia do Interior) está em andamento para melhorar a fluidez da informação entre a capital e o interior.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado, chefe da Polícia Civil, André Viana, explica que o workshop visa enaltecer os pilares da gestão da Polícia Civil: capacitação/treinamento, operações com viés de asfixia financeira, elucidação de investigações e comunicação (interna e externa).

O evento é realizado de forma integrada, envolvendo a polícia militar, polícia técnica, corpo de bombeiros e a própria polícia civil, sendo idealizado pela assessoria de comunicação e concretizado pela Academia de Polícia.


Redução de riscos operacionais
A participação no exercício prático ajuda a reduzir riscos operacionais para os comunicadores ao demonstrar o papel de cada órgão, como da polícia técnica, do corpo de bombeiros e da polícia civil e militar, atrelado aos riscos de uma cobertura jornalística (como perigo de ser atingido por disparo de arma de fogo).

A preocupação central é garantir a segurança pessoal dos profissionais. Ensinar o uso correto dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e passar informações sobre procedimentos comuns em operações estão no planejamento do evento.
Segurança em operações arriscadas
Márlio Matos, investigador de polícia civil e sniper da Coordenação de Operações em Recursos Especiais (Core), contou ao Acorda Cidade que avalia positivamente o treinamento dado aos repórteres, visando demonstrar a complexidade das operações policiais e a necessidade de cobertura segura. Segundo ele, o objetivo do workshop é orientar ambos os lados para que atuem com tranquilidade.
“Ainda está acontecendo o evento, teve a primeira parte aqui, foi maravilhoso. A gente pôde tirar dúvidas e criar uma consciência de uma disciplina para a imprensa, para poder se portar em locais seguros na hora de fazer o seu trabalho”, explicou Márlio.

Erros da imprensa
De acordo com o investigador, os principais erros da imprensa identificados são seguir equipes policiais muito de perto (por amizade ou desconhecimento) e cobrir tiroteios no meio da rua, sem buscar locais com proteção contra disparos.

Desconfiguração de locais de crime
Um ponto levantado pelo investigador é a necessidade de a imprensa não desconfigurar locais de crime durante a cobertura investigativa.
“A gente deve tentar ao máximo não desconfigurar o local de crime, seja qualquer crime que for: um arrombamento, ou se ocorrer um homicídio, até para poder a polícia científica depois fazer o trabalho dela ali e fazer a perícia com primor”, explicou Márlio Matos.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.
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