

Aconteceu neste sábado (28), a 4ª edição da Pescaria Solidária no Parque da Lagoa Radialista Erivaldo Cerqueira (Geladinho). A ação reuniu cerca de 40 pessoas. Apesar da meta de pescar 500 kg de peixes, por conta da chuva, foram pescados 270 kg.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM), João Dias, o objetivo da Pescaria Solidária é não só ambiental, mas também social.
Na parte social, a iniciativa busca diminuir a alta densidade de peixes na lagoa. Já no quesito social, os peixes pescados na ação serão doados para instituições de caridade, como Dispensário Santana, Lar do Irmão Velho, AAPC, AFAS e outras.

“A lagoa está com alta densidade de tilápia e de outros peixes. E o segundo objetivo, visto que o alimento doado e os peixes pescados vão para instituições de caridade, é uma ação também social. Então a pescaria tem dois objetivos, o ambiental e o social”.
Sobre o número de pessoas que se inscreveram, João Dias afirmou que cerca de 70 pessoas se cadastraram. No entanto, 40 pessoas foram selecionadas para participar. De acordo com o diretor, esse evento é organizado pelas secretarias de Meio Ambiente e de Serviços Públicos (Sesp), e é algo que a Prefeitura “fica muito alegre em promover”. Além disso, reforçou que os peixes são sim seguros para consumo, pois foram feitas análises da lagoa.
“Eu vim aqui ontem e fiz análise da temperatura, do pH, da turbidez, da salinidade, da condutividade, tudo deu normal. […] A água que se cria peixe não é a mesma que se bebe. Tem uma outra questão, dificilmente peixes pegam doenças. E nós aconselhamos que o peixe seja sempre consumido bem assado, ou bem cozido ou frito. Se essas medidas forem tomadas, peixes até em água de classe 4 não transmitem doenças”.
“Tilápia desova entre 3 e 4 mil ovas”
Segundo João Dias, a Pescaria Solidária arrecadou 440 kg de peixes no ano de 2026. Para este ano, a expectativa era de arrecadar 500 kg. Mas por conta da chuva em Feira de Santana, foram pescados 270 kg de peixes.
“A densidade está muito grande, o número de tilápia está bastante grande. Visto que tilápia desova entre 3 e 4 mil ovas, 3 vezes por ano, se você somar vai ser entre 9 e 12 mil filhotes, por isso precisa ser retirado”.
No que se refere ao tamanho dos peixes, o diretor disse que existe uma lei federal que estabelece o tamanho para pesca. “Tambaqui é 30 centímetros, surubim em alguns estados é 35 centímetros, tucunaré é 20 centímetros, traíra é 20 centímetros e tilápia é 20 centímetros”, contou João Dias.
Presença da Sesp
O secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, também esteve na Pescaria Solidária e disse que mesmo com o tempo chuvoso, a quantidade de 270 kg foi positiva para um dia de chuva. Assim como afirmou que haverá outra ação, para alcançar o valor de peixes que foi desejado inicialmente.

O objetivo que nós tivemos foi para o controle das espécies aqui dentro do parque, sobretudo tilápia e traíra, para diminuir essa população. E o resultado dessa pescaria é ajudar a alimentação de entidades de assistência social que têm abrigados. Já concluímos esse trabalho também e essas entidades já levaram a quantidade de pescado. Ainda no mês de março, nós faremos uma outra para concluir o que nós tínhamos planejado para o dia de hoje”.
Participantes da ação
Alberto Moura Lima, karateca e pescador, já pescou em rios no Pantanal do Mato Grosso do Sul e participou pela primeira vez da Pescaria Solidária. Segundo ele, “o que vier no anzol, a gente puxa”.
“Todo mundo unido, porque a pesca é uma reunião de famílias, vão se conhecendo e vão praticando mais aquilo que a gente gosta”, disse Alberto sobre o evento.

Maria Eduarda de Oliveira foi com o pai Ivonildo Dias, que pesca há cinco anos, para a Pescaria Solidária. De acordo com ela, é a primeira vez que a dupla vai na ação.
Ivonildo, que se considera um aprendiz, disse que pesca sempre em cidades próximas à Feira de Santana, e principalmente na região da Chapada Diamantina.
“Eu gosto muito de pescar com ele (o pai). É bom pescar”, contou Maria Eduarda. Já Ivonildo falou que a filha “gosta de pescar uma bruta, geralmente tilápia”.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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