4 de March de 2026
Operação Bandeira Branca
Foto: Pedro Moraes e Bruno Ricardo/Ascom-PCBA
Ação também resultou na apreensão de três adolescentes e de materiais ligados ao episódio de violência ocorrido na Avenida São Rafael.
Operação Bandeira Branca
Foto: Pedro Moraes e Bruno Ricardo/Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia concluiu, nesta quarta-feira (4), a Operação Bandeira Branca, que resultou no cumprimento de 21 mandados judiciais e na prisão de sete homens investigados por participação em uma tentativa de homicídio ocorrida em Salvador. Durante a ofensiva policial, também foram apreendidos três adolescentes suspeitos de envolvimento no ataque.

As medidas judiciais cumpridas incluíram mandados de prisão temporária, de busca e apreensão domiciliar e de internação provisória de adolescentes. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, carteiras de sócio de torcida organizada, arma branca e peças de vestuário utilizadas no episódio criminoso.

Os mandados foram cumpridos em Salvador, nos bairros Fazenda Grande II, Fazenda Grande IV, Mussurunga, Pau da Lima, Canabrava, São Marcos, Castelo Branco, São Cristóvão, Trobogy, Pirajá, Itapuã, Águas Claras e Nazaré, onde as equipes também realizaram buscas na sede e na loja oficial de uma torcida organizada. Também foram realizadas ações em Feira de Santana onde um suspeito foi preso no município.

Deflagrada às vésperas da final do Campeonato Baiano, a operação teve como objetivo identificar e responsabilizar os envolvidos no episódio de violência. A ação é desdobramento de investigação instaurada para apurar a tentativa de homicídio registrada no dia 17 de janeiro de 2026, na Avenida São Rafael.

Na ocasião, as vítimas foram cercadas e agredidas por um grupo numeroso de torcedores, com socos, chutes e golpes de arma branca. Logo após o fato, três homens chegaram a ser presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas pelo Poder Judiciário.

A identificação dos demais envolvidos ocorreu a partir de diligências investigativas conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), incluindo análises periciais e técnicas de reconhecimento facial com base em imagens registradas durante o ataque.

A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Homicídios/Central, unidade vinculada ao DHPP, e contou com o apoio do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), além do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), da Polícia Militar.

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