

O Conselho Federal de Mulheres Ministras do Evangelho e Femininas (Commfe), em alusão ao Dia Internacional da Mulher, realiza neste 8 de março, em Feira de Santana, a ‘Caminhada com as Mulheres de Fé’. A mobilização vai acontecer na Avenida Getúlio Vargas, a partir das 7h, e pretende receber aproximadamente 500 pessoas para marchar pela vida das mulheres que ajudam a transformar a realidade de muitas famílias através da palavra de Deus.
Mary Angela Alves, presidente mundial do Commfe disse ao Acorda Cidade que o movimento tem a proposta de mostrar que as mulheres evangélicas não estão alheias aos problemas da sociedade.
“Porque às vezes achamos que as mulheres que são cristãs são mulheres que ficam no seu recanto e que não trabalham em prol da sociedade.” E as mulheres do Commfe têm um papel importante dentro da sociedade, que é justamente resgatar as pessoas que são marginalizadas. E esse papel não é visto pela sociedade. Um trabalho de suma importância, porque se a gente livra um ou uma de uma marginalização da sociedade, a gente está justamente contribuindo para a sociedade.”
A caminhada vai partir do Parque Getúlio Vargas em direção à Prefeitura de Feira. Ao final da mobilização, será oferecido um café da manhã gratuito para os participantes.
Mulheres de fé
Ao Acorda Cidade, Mariângela explicou que a caminhada é destinada a todas as pessoas, homens e mulheres, que queiram se juntar à causa. Não importa se você é uma pessoa religiosa ou não, você também é convidado para marchar pela vida das mulheres.

“A palavra do Senhor diz que sem fé é impossível agradar a Deus.” Então, todas as pessoas que têm fé podem estar. E se eu não tenho fé, também pode estar, porque a minha fé é o suficiente para suprir toda necessidade. Então, é uma caminhada aberta para todos. Todos, de qualquer religião, de qualquer classe social, de qualquer opção de vida, estão convidados. Porque as mulheres de fé, elas trabalham no seu dia a dia durante todo o ano sem olhar para isso. Quem tem fé ou quem deixa de ter fé, quem é cristão ou quem não deixa de ser cristão. Por que nós estamos aonde? Nos becos, nas vielas. Estamos nos presídios. Estamos nos sopões da meia-noite na frente dos hospitais. Estamos dentro dos hospitais, acolhendo aquela família que está passando por uma situação de óbito. Estamos em todos os lugares onde a sociedade diz que aqui é ruim estar. São as mulheres de fé que estão.”
“Estamos apenas falando das mulheres de fé porque é um trabalho que não é muito visto. É por isso. Mas que vocês [homens] estejam. O apoio de cada homem é importante. Eu sou uma mulher que me denomino protestante. Mas tem pessoas que não são. Mas podem caminhar comigo? Tem que caminhar comigo, é evidente, porque a nossa causa são os direitos humanos, direitos sociais”, reforçou.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade
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