

Moradores do conjunto Liberdade, no bairro Tomba, vêm sofrendo há mais de 20 anos com problemas de drenagem e esgoto. As chuvas recentes intensificaram os transtornos, incluindo a invasão de água em diversas residências da área, calçamento solto, perda de móveis e risco de aumento de doenças infecciosas.
A Rua Riachuelo, localizada no conjunto, é uma das áreas mais afetadas pelo alagamento. Em entrevista ao Acorda Cidade, a moradora Anabel Virgínia contou que está sensibilizada com a situação dos vizinhos, já que a água atingiu de 10 a 20 cm a residência das pessoas.
“Aqui na rua, quando a chuva vem muito forte, sai levando tudo que encontra pela frente. O calçamento já arrancou quase todo. Está todo danificado”, contou.

Segundo Anabel, a região não possui sistema um de drenagem adequado para escoar a água da chuva nem rede de esgoto, já que está entupida.

Adailton Neiva de Oliveira mora no Liberdade há 23 anos e, durante este período, a casa dele já foi inundada algumas vezes.
“Em cinco cômodos entrou água. […] Móveis molharam, a cama molhou […]. O prefeito Zé Ronaldo falou, na época que teve uma chuva muito grande aqui, ele chegou na igreja São Camilo, que chamaram ele, e disseram: “Prefeito, o que você pode fazer por esse povo do Liberdade que foi atingido? Ele disse: “Vocês constroem num lugar que não pode e quer responsabilizar a prefeitura”. Então, a gente mora aqui porque é o lugar que a gente pode morar, é o lugar que a gente tem condição de morar. Se a gente tivesse condições, a gente tinha mudado para outro lugar. O Liberdade está esquecido”, relatou Adailton.
De acordo com Adailton, durante os 23 anos que mora no conjunto, só viu a rua ser limpa uma vez, mas o esgoto nunca teve manutenção.
Maria Helena da Silva, assim como Adailton, mora no conjunto há mais de 20 anos, e conta que o córrego está muito sujo, necessitando de uma manutenção. “A prefeitura tem que vir limpar, pelo amor de Deus. A gente está precisando de uma ajuda da prefeitura”.


Os moradores estão preocupados com a segurança de crianças e idosos, pois há um risco iminente de cair em buracos devido à situação, além de problemas de saúde causados pela água suja. “Queremos ver resultado. Queremos uma solução, porque tem crianças, tem idosos, que podem enfiar o pé aqui, cair, quebrar… E quem é que vai sustentar essa família se acontecer uma tragédia dessa?”, disse Anabel Virgínia.



Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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