4 de March de 2026
Clériston
Foto: Divulgação
Durante o encontro, foram apresentados indicadores que apontam resultados importantes nas estratégias de prevenção.
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O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, recebeu na manhã desta quarta-feira, 4 de março, uma visita técnica de representantes do Hospital Israelita Albert Einstein e do Ministério da Saúde para acompanhamento das ações do projeto “Saúde em Nossas Mãos”, desenvolvido na UTI Cirúrgica da unidade. Durante o encontro, foram apresentados indicadores que apontam resultados importantes nas estratégias de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, a partir das práticas implantadas pela equipe multiprofissional desde o início da participação do hospital na iniciativa.

O projeto é executado em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), e tem como objetivo fortalecer a cultura de segurança do paciente, reduzir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e qualificar continuamente os processos assistenciais.

Durante a visita, os avaliadores retornaram à unidade para acompanhar a evolução das ações já implantadas, revisar indicadores e dialogar com os profissionais envolvidos no projeto. Entre as principais estratégias adotadas estão o fortalecimento da higienização das mãos, a aplicação de protocolos específicos para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção de corrente sanguínea e infecção do trato urinário, além da realização contínua de capacitações com as equipes.

O médico anestesiologista Diego Argolo, um dos coordenadores do programa na unidade, destaca que a adesão às práticas de segurança tem sido determinante para os resultados observados.

“Esse projeto traz uma mudança importante na cultura assistencial. Estamos trabalhando de forma estruturada para fortalecer protocolos, monitorar indicadores e estimular práticas simples, mas extremamente eficazes, como a higienização correta das mãos. São ações que impactam diretamente na prevenção de infecções e na segurança do paciente crítico”, afirma.

A enfermeira Ramaiana Gonzaga, coordenadora da UTI Cirúrgica e do projeto no hospital, ressalta que o envolvimento das equipes tem sido fundamental para consolidar os avanços observados.

“Participar do projeto tem sido uma experiência transformadora. Temos aprimorado nossos processos, fortalecido a cultura de segurança e colhido resultados que refletem diretamente no bem-estar e na proteção dos nossos pacientes. É uma conquista coletiva que mostra que podemos avançar continuamente rumo a uma assistência cada vez mais segura e qualificada”, destaca.

Entre as medidas mais enfatizadas pela equipe está a higiene das mãos, considerada uma das ações mais simples e eficazes para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. O reforço dessa prática, aliado à padronização de protocolos clínicos e à educação permanente dos profissionais, tem contribuído para o fortalecimento das práticas seguras dentro da UTI Cirúrgica.

O coordenador das UTIs do HGCA, Dr. Lúcio Couto, avalia que iniciativas como essa refletem o perfil da instituição, que tem buscado constantemente incorporar projetos estratégicos voltados à melhoria da assistência.

“O Clériston Andrade sempre teve a característica de abraçar grandes projetos e acreditar em iniciativas que tragam impacto positivo para o cuidado ao paciente. A parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein é um exemplo disso. Ela fortalece nossa capacidade de aprimorar processos, qualificar equipes e oferecer uma assistência cada vez mais segura e eficiente dentro do SUS”, pontua.

Segundo Ramaiana Gonzaga, o projeto teve início em outubro de 2024 e segue em execução no biênio vigente, contando com a atuação de uma equipe nuclear formada por representantes da coordenação da UTI, enfermagem, equipe médica, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), fisioterapia e outros profissionais estratégicos da assistência. “Esse grupo é responsável por planejar e monitorar as ações, acompanhar indicadores e promover reuniões periódicas, fortalecendo a adesão aos protocolos e às práticas seguras dentro da unidade”, explica.

Ela ressalta ainda que, embora os indicadores de resultado ainda estejam em fase inicial, em razão do tempo de implantação do projeto, os indicadores de processo já demonstram avanço significativo, evidenciando maior adesão às práticas seguras, fortalecimento dos protocolos assistenciais e consolidação da cultura de segurança do paciente na UTI Cirúrgica. “Ao longo do biênio, temos conduzido melhorias nos processos de trabalho, promovido capacitações e reforçado o compromisso da equipe com uma assistência cada vez mais qualificada e segura para os pacientes atendidos pelo SUS”, conclui.

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