

Frutas como manga e caju não estão sendo encontradas nas feiras e estabelecimentos de Feira de Santana com facilidade. Ao Acorda Cidade, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Agricultura Familiar (Sintraf), Adriana Lima, falou sobre a redução das safras na região.
Segundo ela, as safras dessas frutas específicas são do mês de dezembro, portanto era importante ter chuvas na região nos meados de setembro a outubro, o que não ocorreu.
“Como a chuva não chegou em nosso meio, houve dificuldade para que essas frutas pudessem dar e produzir no momento adequado, porque a chuva é algo que alimenta a terra e que dá condições às frutas de produzir com qualidade e com quantidade maior em nosso município.”
Adriana apontou o quanto as mudanças climáticas têm alterado as safras e a produção dos agricultores da região, inclusive, trazendo cada vez mais, a estiagem e a seca aos distritos.
“Infelizmente, o tempo tem mudado e a chuva também, e a quantidade também diminuído no nosso município. E com isso, a dificuldade para a questão da produção agrícola tem dificultado em diversos aspectos por conta dessa situação.”
Além dos impactos na terra, no campo, a presidente também destacou o prejuízo financeiro que põe as famílias agricultoras em risco.

“Não tem essa produção e, quando não tem para si, não tem para comercializar e isso dificulta a sobrevivência de se manter na questão do meio rural, porque não existe aquela produção, porque é da terra, do seu esforço que os agricultores sobrevivem e, com essa ausência, tem a dificuldade de sobreviver e aí vem uma série de problemas no meio rural.”
Dia de São José
Como diz a tradição, o Dia de São José, no próximo 19 de março, é um momento de agradecer e pedir chuva para que haja uma boa colheita nos meses seguintes, quando se comemoram os festejos juninos.
Para a presidente, com as últimas chuvas que têm atingido a cidade, inclusive, diversos municípios baianos, a expectativa é das melhores para as próximas safras.
“Como a chuva já chegou antecipadamente, isso nos traz um ânimo muito positivo para o nosso município. A gente espera que essa chuva possa acontecer com frequência para que essa safra possa ser ganha e nós possamos ter uma boa produção.”

Lima também disse que as chuvas que têm atingido a região são as chuvas de trovoadas que chegaram atrasadas do mês de janeiro. Se o inverno chegar mais cedo, como almeja a presidente, a expectativa é ainda melhor para a próxima safra de milho.
“Não chegou no mês de janeiro, mas está chegando agora no mês de março. E aí nós, enquanto rurais, a gente fala que a trovoada está entregando para o inverno, porque a nossa expectativa é que o inverno inicie entre o mês de abril e maio. E isso aumenta a nossa força, a nossa esperança, a nossa fé no meio rural.”
“Nós temos muita expectativa e esperança de termos uma boa safra em nosso município, porque a gente sempre vem sofrendo com essa situação que é crítica, e em especial para a agricultura familiar, que coloca a comida na mesa. Então, com essas dificuldades, isso dificulta muito a nossa sobrevivência”, acrescentou a presidente.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade
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