6 de March de 2026
Polícia Federal faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master
Foto: PF/Divulgação
Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva, nas cidades de Itabuna e Entre Rios.
Polícia Federal faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master
Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (Gaeco) deflagram, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Amêndoa Negra, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa a fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias.

A investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra) da Caixa Econômica Federal e detectou que foram abertas 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité, Prado, Valença e São Paulo, com a utilização de documentos falsos, tendo o único intuito de obter recursos através de empréstimos fraudulentos.

Apurou-se, até agora, que os envolvidos faziam diversos empréstimos através das contas bancárias fraudadas, causando um prejuízo que ultrapassa a cifra de R$ 500 mil para as instituições bancárias.

A Polícia Federal passou a seguir o destino dado ao dinheiro que entrava nas contas bancárias abertas com documentos falsos e identificou parte do grupo beneficiado com as fraudes.

Na data de hoje, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo nove na cidade de Itabuna e um em Entre Rios, além de dois mandados de prisão preventiva também em Itabuna, todos expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

O nome “Amêndoa Negra” foi escolhido em razão de sua associação simbólica com o processo de ocultação, característica marcante da atuação do grupo investigado. A amêndoa, apesar de possuir um interior claro e vulnerável, é protegida por uma casca rígida e escura, que dificulta seu acesso. Essa metáfora representa, no contexto criminal, o modo como a organização estruturou suas fraudes bancárias: utilizando camadas de dissimulação, contas de passagem, laranjas e mecanismos artificiais de proteção para ocultar a origem e o destino dos valores ilícitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

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