

A estudante de Feira de Santana, Moara Nascimento Menezes, recebeu uma medalha de ouro e duas de prata na Olimpíada Baiana de Química (OBAQ) realizada no Pavilhão de Aulas Reitor Felipe Serpa, na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Moara é aluna da Escola Castro Alves e atualmente cursa o terceiro ano do ensino médio.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Moara destacou que ser a única premiada em Feira de Santana serve de incentivo para que outros estudantes tentem participar e não tenham medo de errar. Ela descreve a medalha como a realização de um grande sonho, fruto de anos de estudo, dedicação, e do incentivo da escola e da família, incluindo sua mãe, que é professora.
“Eu acho que é uma conquista muito grande porque isso incentiva outras pessoas a participarem e a tentarem ganhar também essas medalhas. E eu fui a única em Feira de Santana, então eu acho que outras pessoas deviam tentar, mesmo que errem”, relatou Moara.

A preparação começou desde o primeiro ano do ensino médio, período que se encantou pela disciplina de química. “Desde o primeiro ano do ensino médio que eu venho me dedicando para estudar porque foi quando eu me entusiasmei com química mesmo, mas foi só no segundo ano que eu realizei as seletivas estaduais e a prova presencial para a OBAQ”, contou a estudante.
Para Moara, o que mais chama atenção na Química é a forma como a ciência explica as coisas, desde a união de átomos e moléculas até o funcionamento de diversos processos.
Grandes conquistas acompanham algumas complicações, e para a estudante não foi diferente. Segundo ela, as maiores dificuldades durante a preparação para a olimpíada foram a ansiedade e a mudança, de última hora, do local da prova presencial, que exigiu que ela viajasse de Feira de Santana para Salvador no dia anterior.
Embora seu foco principal seja seguir carreira em medicina, Moara sonha em, posteriormente, cursar farmácia ou química para se tornar professora de química.
De acordo com Moara, o segredo do sucesso é a parceria entre família e escola no incentivo aos estudos e às olimpíadas.

Luzinete da Silva Boaventura, professora há mais de 60 anos e diretora geral da Escola Castro Alves, expressou gratidão pela vitória de sua aluna na olimpíada em Salvador.
“Foi gratificante. Nós fomos (eu e a família dela) lá apresentá-la como medalhista. Ela recebeu três medalhas, sendo uma de ouro e duas de prata. E foi emocionante esse momento significativo para a Escola Castro Alves”, contou a diretora, também conhecida como Bibi.

A escola incentiva ativamente a participação dos alunos na olimpíada, contando com o estímulo de professores, especialmente do professor de química, Wanderby.
Bibi iniciou sua carreira na Escola Castro Alves em 1971, começando com apenas 14 alunos, incluindo duas alunas mudas e surdas que ela alfabetizou e anos depois foram trabalhar na instituição. Ela possui uma longa carreira na educação de Feira de Santana, tendo lecionado em outras instituições, como no Colégio Estadual João Durval Carneiro, onde foi vice-diretora, e no Colégio Municipal Coriolano Carvalho, no bairro Sobradinho.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade
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