11 de March de 2026
Megaoperação contra venda de canetas emagrecedoras
Foto: Marcela Correia/Ascom PCBA
Durante a operação, equipes também buscam apreender canetas emagrecedoras comercializadas irregularmente.
Megaoperação contra venda de canetas emagrecedoras
Foto: Marcela Correia/Ascom PCBA

Duas pessoas foram presas em Feira de Santana durante a Operação Peptídeos, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11) para combater a comercialização clandestina de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A ação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e ocorre simultaneamente em outras cidades da Bahia.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado José Marcos, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), informou que, no município, foram cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão.

Segundo o delegado, a operação também ocorre em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, além da cidade de São Paulo, e tem como objetivo coibir o comércio ilegal de medicamentos que podem representar riscos à saúde da população.

Delegado José Marcos
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Nos últimos meses observamos uma verdadeira explosão na venda desses medicamentos sem qualquer tipo de controle. Alguns produtos têm, inclusive, suspeita de falsificação e serão encaminhados para perícia”, afirmou.

Durante a operação, equipes também buscam apreender canetas emagrecedoras comercializadas irregularmente. De acordo com o delegado, já houve apreensão de materiais em Salvador, enquanto as buscas em Feira de Santana continuam.

As investigações apontam que, no município, os produtos eram anunciados principalmente por pessoas físicas em redes sociais. Os mandados de busca foram cumpridos em residências. Já na capital baiana, a operação também alcançou estabelecimentos comerciais, incluindo farmácias.

José Marcos destacou que o aumento da procura por esse tipo de medicamento acabou estimulando a criação de um mercado clandestino.

Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“É um medicamento caro e isso acaba favorecendo a formação de um mercado negro. O problema é que, sem controle médico e sanitário, esses produtos podem oferecer sérios riscos à saúde”, explicou.

A polícia também investiga a origem dos medicamentos e possíveis fornecedores. Há suspeita de que parte do material seja proveniente de São Paulo, mas a linha de fornecimento ainda está sendo apurada.

Em Feira de Santana, cerca de 10 a 12 policiais participam diretamente das diligências nas ruas, com apoio de equipes que atuam na base da delegacia. No total, a operação mobiliza dezenas de policiais em diferentes cidades.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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