11 de March de 2026
Câmara de Feira entrega cheque de R$ 6 milhões para construção do novo Hospital Baiano de Oncologia
José Ronaldo | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
“Ser convidado com tanta atenção e respeito para disputar uma vaga de vice-governador é algo que me deixa honrado, disse o prefeito.
Câmara de Feira entrega cheque de R$ 6 milhões para construção do novo Hospital Baiano de Oncologia
José Ronaldo | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), revelou que recebeu formalmente convites para ser vice-governador nas chapas de Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil). A declaração foi dada pelo gestor durante uma entrevista ao radialista Dilton Coutinho, âncora do programa Acorda Cidade, na manhã desta quarta-feira (11).

“Ser convidado com tanta atenção e respeito para disputar uma vaga de vice-governador é algo que me deixa honrado, me deixa feliz. Um dia, Dilton, você disse que eu estava me sentindo a ‘cocada puxa’, sendo disputado por todos os dois, tanto Jerônimo como ACM Neto, mas não é a questão de sentir ou não”, disse o prefeito.

“Com toda humildade, tenho 74 anos e cheguei em Feira no final de 1969. No dia seguinte, fui trabalhar na prefeitura como datilógrafo. Aquele menino jamais saberia que iria acontecer tudo isso na vida dele. Ser vereador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e diretor do Hospital Dom Pedro. Eu acho que isso é de grande importância na minha vida, isso me fortalece”, complementou José Ronaldo.

O prefeito preferiu não revelar quem foram as pessoas, nas duas chapas, que tentaram, até o último momento, nos bastidores, convencê-lo a aceitar o convite para ser vice. Ronaldo afirmou que as inúmeras conversas com os interlocutores, tanto de um campo quanto de outro, ficarão guardadas a sete chaves.

“Ser convidado por pessoas que são respeitadas na Bahia, por pessoas que têm história no nosso estado ou no país [é positivo]. Então, você se sente feliz e agradecido a Deus por todo esse momento. Mas é uma decisão bem analisada”, disse.

“Não vou dizer que houve pressão, porque conversa é uma coisa legítima. Ser convidado para uma conversa, você ter um diálogo, isso é salutar, é importante. Ontem, por exemplo, eu saí da prefeitura às 20h, conversando com pessoas. Então, é importante, na vida de um homem público, ter a oportunidade de dialogar”, disse.

Convites feitos, convites recusados!

Apesar de classificar o alto interesse dos dois principais campos políticos do estado em tê-lo como candidato como uma grande honraria, o prefeito reafirmou que não deixará o cargo para concorrer a nada nesta eleição.

“Eu tinha assumido um compromisso com o povo de Feira de Santana, no meu horário eleitoral, de que eu faria o cumprimento de todo o mandato. Em nenhum momento da minha campanha eu disse que haveria possibilidade de renunciar para assumir alguma outra ação. Ficarei os quatro anos do governo”, disse Ronaldo.

“Todo mundo sabe que eu já deixei uma vez e fui candidato a governador. Então eu, comigo mesmo, com a minha própria consciência, com a minha própria vontade, disse que não sairia do governo. Tive várias reuniões com pessoas que abordavam comigo esse desejo de que eu viesse a disputar a vaga de vice-governador, mas nunca garanti a ninguém que seria”, complementou.

A reunião com Geddel

José Ronaldo também foi questionado se o encontro com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), em janeiro deste ano, foi mais um movimento para convencê-lo a compor alguma chapa nas eleições deste ano. O prefeito foi categórico ao afirmar que, na reunião, a questão não foi abordada e que a conversa tratou mais sobre o passado do que o presente.

“Ele falou coisas que ele achava do momento. Eu também falei o que eu achava do momento. Claro, em um dado momento, ele me disse que, se eu quisesse, poderia me filiar ao partido dele. ‘O partido está às suas ordens’, mas isso é uma coisa extremamente normal acontecer. Tem dirigente que chegou até a me oferecer a presidência do partido, mas eu não tenho essa vontade”, concluiu Ronaldo.

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