13 de March de 2026
preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade
Mesmo com os aumentos, os feirantes da Estação Nova afirmam que tentam repassar apenas parte do custo aos consumidores.
preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O preço do quiabo e de diversas hortaliças voltou a subir na Feirinha da Estação Nova, em Feira de Santana. O aumento, segundo os feirantes, está relacionado principalmente às fortes chuvas que atingiram regiões produtoras e também ao impacto do reajuste dos combustíveis, que influencia no transporte das mercadorias.

Durante a tradicional Pauta Livre do Programa Acorda Cidade, o feirante Jair Bispo, conhecido como Jair da Verdura, disse que o aumento no preço do diesel já começa a pesar no bolso de quem trabalha com abastecimento e distribuição de alimentos.

preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Segundo ele, a tendência é que parte desse aumento acabe sendo repassada ao consumidor. “A tendência é a gente dividir com os clientes que as coisas estão aumentando demais. Um fala que é devido à guerra, outro fala que é devido à mercadoria que não tem. Aí quem está pagando e vai pagar mais caro é a gente”, afirmou.

Entre os produtos mais afetados está o quiabo, que praticamente desapareceu das bancas da feira após as chuvas que atingiram áreas de plantio.

“O quiabo, o rio encheu, muita gente perdeu roça e está vindo de fora”, explicou Jair. Quando o produto aparece, chega caro. “R$ 220 o saco. 25 quiabos, R$ 5”, contou.

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Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Com a proximidade da Semana Santa, período em que o consumo costuma aumentar, a expectativa é de novos reajustes. “Eu creio que na Semana Santa chega na faixa de R$ 350, R$ 400 o saco de quiabo”, disse o feirante, acrescentando que a concorrência com mercados de cidades maiores também influencia. “Porque o concorrente é Salvador.”

Apesar da escassez, Jair conseguiu garantir uma pequena quantidade para venda. Ao Acorda Cidade ele contou que pegou meio saco para garantir a venda do produto para os clientes.

Outros produtos também registraram variação de preços na feira. O tomate está sendo vendido a cerca de R$ 8 o quilo, a batatinha entre R$ 7 e R$ 8 e o chuchu custa R$ 3 ou duas unidades por R$ 5, dependendo da negociação com o cliente.

Feirinha da Estação Nova
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O pimentão está saindo a R$ 1 a unidade. Já a cebola também teve aumento. Está custando até R$ 7 o quilo.

pimentão
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Chuvas disparam o preço das hortaliças

Além dos legumes, as hortaliças também sofreram reajustes. A feirante Paulina das Hortaliças explicou que o excesso de chuvas prejudicou a produção.

“Subiu, em geral, alface, coentro, cebolinha, rúcula, couve; tudo teve alteração de preço. Devido às fortes chuvas”, confirmou.

preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

A alface, que custava R$ 5 na semana passada, passou a ser vendida por R$ 7. Já o coentro subiu de R$ 3 para R$ 5. Segundo ela, o custo de reposição da mercadoria aumentou muito nos últimos dias.

“O que coentro a gente comprava, o grande, de R$ 10, foi para R$ 30, R$ 35”, contou.

preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O impacto também foi sentido no investimento para manter a banca abastecida. “A gente gastava R$ 400. Agora estou gastando, investindo mil reais na mesma quantidade”, relatou ao Acorda Cidade.

Paulina explica ainda que o excesso de chuva comprometeu a produção agrícola. “Com o excesso de chuva, a hortaliça não aguenta. Na minha roça mesmo não tem nada. Está tudo na lama”, disse. Apesar disso, ela conseguiu trazer da sua própria produção hortelã miúdo, um pouco de couve e cebolinha.

preço das verduras e hortaliças registra alta na Feirinha da Estação
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Mesmo com os aumentos, os feirantes afirmam que tentam repassar apenas parte do custo aos consumidores. “Quando altera, a gente tem que repassar e, quando baixa também”, explicou.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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