13 de March de 2026
Secretaria promove encontro com debate sobre machismo e direitos das mulheres em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade
Um evento realizado na Seduc de Feira de Santana, na tarde desta sexta (13), fomentou as discussões a respeito dos direitos das mulheres.
Secretaria promove encontro com debate sobre machismo e direitos das mulheres em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Um evento realizado na Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana, na tarde desta sexta-feira (13), fomentou as discussões a respeito dos direitos das mulheres. O momento incluiu uma peça teatral acerca do machismo e da misoginia no cotidiano da sociedade.

peça teatral
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Josailma Ferreira é diretora do Departamento de Gênero, Raça e Juventude da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Feira de Santana e, em entrevista ao Acorda Cidade, explicou que os principais direitos garantidos atualmente às mulheres são o direito à vida, à liberdade e à segurança.

“Na Secretaria de Política para as Mulheres, ela vai buscar exatamente isso: executar essas políticas públicas. Tem o apoio jurídico à família, bem como tem o Departamento de Enfrentamento às Violências. Quem executa é o Centro de Referência Maria Quitéria, que já está no município há mais de uma década. Então nosso objetivo é cuidar dessa mulher, dar autonomia, empregabilidade e segurança”, explicou a diretora.

Josailma Ferreira
Josailma Ferreira | Foto: Acorda Cidade

De acordo com Josailma, os últimos 50 anos foram de muitas conquistas para as mulheres, mas afirma que o Brasil ainda precisa evoluir em muitos aspectos sociais.

“Nos últimos 50 anos, a gente conquistou muita coisa. […] Infelizmente, a gente ainda vive num país muito machista, onde o sistema patriarcal, racista, faz com que essa manutenção, ela se mantenha. E a gente precisa estar, por exemplo, numa tarde como essa aqui, dialogando, refletindo sobre essa questão da violência contra a mulher”.

A iniciativa de levar ao evento uma peça teatral do grupo Renascer, que aborda comportamentos misóginos, estimulou o diálogo sobre essa pauta tão discutida durante o mês das mulheres.

“A arte mostra que é possível fazer a transformação social. O teatro tem essa sensibilidade de provocar esse diálogo para a gente poder despertar a consciência, abrindo caminhos, isso é que é importante”.

peça teatral
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Segundo a diretora, o maior desafio enfrentado pelas mulheres em situação de vulnerabilidade no município é o rompimento do silêncio, de modo que acabe com a violência. “Feira de Santana, no ano passado, tivemos seis feminicídios. Então nosso maior desafio é conseguir viver sem essa violência. Trazer a segurança e a liberdade, para que a gente possa sair na rua com tranquilidade”.

Para Josailma, o machismo e a misoginia só podem ser combatidos por meio da educação, com o debate sendo trabalhado desde as escolas até os espaços de convivência, como entre amigos e em rodas de conversa.

Josailma lembra que as mulheres são maioria na população e também no eleitorado, representando cerca de 53% das pessoas que votam, reforçando a necessidade de uma participação maior em setores políticos.

“Esse é o nosso maior desafio, buscar a equidade. A gente não está disputando o espaço, só vamos buscar o que é de direito. A gente precisa também avançar muito da representatividade da mulher no espaço de poder, por exemplo, numa Câmara Legislativa. Nós somos a maioria da população, 53% dos eleitores são mulheres. Então a gente precisa ter maior representatividade, só a partir daí eu acho que a gente vai conseguir um avanço maior.”

Além disso, ela destaca que a empregabilidade ainda é mais fácil para o homem do que para a mulher.

“A mulher tem questões bem sutis. A maternidade, por exemplo, ainda é um tabu muito grande, a menstruação também é um tabu muito grande, que muitas das vezes dificulta. […] mas a gente não pode achar que, pelo fato de ser mulher, não tem a mesma capacidade intelectual.”

Durante o mês de março, a secretaria intensifica rodas de conversa e encontros com mulheres nas comunidades, promovendo o debate sobre pautas importantes.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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