

Frágil, incapaz, ranzinza e “esquecido” são estereótipos do idoso que ainda fazem perpetuar o etarismo, mas novos recursos para viver com autonomia, bom humor e qualidade de vida ao envelhecer estão começando a surgir e a romper paradigmas. Isso tanto é possível que um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) comprovou a eficácia da estimulação cognitiva para melhorar funções do cérebro que costumam ser as mais comprometidas nesse processo.
A pesquisa vem à tona na Semana Mundial do Cérebro, iniciativa da organização americana de incentivo à neurociência Dana Foundation, que este ano está sendo celebrada de 16 a 20 de março em todo o mundo.
Os resultados do estudo, realizado com 207 pessoas entre 65 e 80 anos, revelaram melhoras significativas em funções executivas, memória e alívio de sintomas de depressão, doença que acomete cerca de 15% da população idosa no Brasil (IBGE).
Estudos anteriores também concluíram que o treinamento cognitivo multidomínio em pequenos grupos promoveu ganhos significativos na fluência verbal ao longo do tempo, habilidade importante para manter a inclusão dos idosos na sociedade.
Ao longo de 18 meses, os participantes da pesquisa fizeram atividades do método Supera de Estimulação Cognitiva, que inclui exercícios de raciocínio lógico com o ábaco; jogos de tabuleiro e dinâmicas de grupos. O treinamento foi avaliado em ensaio clínico randomizado dentro da própria universidade de São Paulo.
“Os resultados são encorajadores, pois mostraram um desempenho cognitivo geral mais alto para quem treinou, em relação aos grupos de controle. Importante ressaltar também que o estudo foi feito sem intervenção farmacológica, ou seja, sem o uso de medicamentos”, afirma a Dra. Thais Bento, gerontóloga e doutora em Neurologia pela USP.
Segundo ela, a pesquisa mostrou que a estimulação cognitiva é um dos recursos comprovados de promoção do envelhecimento. A população de pessoas idosas vem crescendo no Brasil. Elas querem ser ativas e protagonistas, contrariando os estereótipos da atualidade.
A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), em colaboração do Departamento de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Divisão de Neurologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foi publicada recentemente pela reconhecida revista International Psychogeriatrics.
Semana Mundial do Cérebro
De 16 a 20 de março, o método Supera estará de portas abertas para a Semana Mundial do Cérebro, evento da organização americana Dana Foundation, que é celebrada ao redor do mundo desde 2014.
Neste período, todos os interessados poderão ir até as unidades da franquia espalhadas pelo Brasil, para conhecer como funciona o método. Basta acessar o site para encontrar a unidade mais próxima.
O método Supera, idealizado pelo engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Antônio Carlos Guarini Perpétuo, foi criado há duas décadas e hoje tem mais de 250 centros de estimulação cognitiva no Brasil. Aproximadamente 80% dos alunos do método são idosos, em sua maioria, pessoas curiosas, com desejo de aprender, trabalhar e se desenvolver. Eles buscam manter suas funções cognitivas de forma saudável e preventiva, antes de apresentarem demências.
O que é o Supera?
O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.
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