

O que você come pode afetar sua saúde, inclusive a íntima. Quando saudável, a vagina tem um pH naturalmente ácido e é rica em bactérias benéficas que ajudam a combater infecções. A alimentação tem papel importante para manter o equilíbrio vaginal.
“No nosso organismo existem bactérias benéficas e bactérias potencialmente prejudiciais e, dependendo do que ingerimos, favorecemos o crescimento de uma ou de outra. Ou seja, a alimentação influencia diretamente o equilíbrio da microbiota do nosso corpo. Por isso, o sobrepeso ou uma alimentação rica em açúcares, gorduras de baixa qualidade e excesso de carboidratos refinados pode favorecer a proliferação de microrganismos indesejáveis, contribuindo para o desequilíbrio da microbiota, inclusive da microbiota vaginal, criando um ambiente favorável para a proliferação da Candida”, explica a nutricionista, pós-graduada em Nutrição Clínica e funcional, Gabriela Souza.
A especialista afirma que uma alimentação limpa e anti-inflamatória é fundamental. Ela listou alimentos que ajudam na saúde íntima.
Alimentos ricos em fibras (prebióticos): Aveia, alho, cebola e banana ajudam a nutrir as bactérias benéficas do intestino.
Frutas e vegetais ricos em antioxidantes: Frutas vermelhas, folhas verdes, cenoura e abóbora ajudam a modular processos inflamatórios e fortalecem o sistema imunológico.
Gorduras boas:
Abacate, azeite de oliva e oleaginosas contribuem para a saúde metabólica e para a redução de processos inflamatórios no organismo.
Esses fatores também estão associados à melhora do estilo de vida como um todo, incluindo melhor composição corporal, redução de gordura e melhora da saúde metabólica.
De acordo com Gabriella, alguns hábitos alimentares podem favorecer o desequilíbrio da microbiota e estimular o crescimento de fungos. Entre eles:
- Excesso de açúcar e doces
- Alimentos ultraprocessados
- Produtos industrializados ricos em aditivos e conservantes
- Gorduras de baixa qualidade
- Excesso de carboidratos refinados
“Esses alimentos podem contribuir para picos glicêmicos e processos inflamatórios, o que impacta negativamente o equilíbrio da microbiota intestinal e, indiretamente, da microbiota vaginal.Além disso, o consumo frequente de álcool e excesso de café também pode contribuir para esse desequilíbrio”, acrescenta.
Além da alimentação, suplementos ajudam a manter a saúde íntima e te deixar protegida de infecções, como a Candidíase.
“No consultório, sempre deixo muito claro que a suplementação vem para somar, mas ela não substitui a base. Não adianta apenas “comer saudável”. É necessário comer de forma estratégica e alinhada às necessidades do organismo. Quando conseguimos ajustar a base, especialmente com foco na modulação intestinal, a suplementação passa a atuar em um cenário muito mais favorável, potencializando os resultados. Se a base não é ajustada, muitas vezes a suplementação não consegue entregar todos os benefícios esperados”.
Gabriella destaca que algumas formulações modernas, como as desenvolvidas pela MaxFem, trazem nutrientes concentrados e direcionados para diferentes objetivos da saúde feminina.
“Antes, era comum prescrever diversas suplementações separadas, fazendo com que a paciente precisasse consumir várias cápsulas diferentes ao longo do dia. Com formulações mais completas, é possível oferecer uma suplementação mais otimizada, prática e segura, facilitando a adesão ao tratamento. Os resultados costumam ser ainda melhores quando a suplementação está associada a mudanças no estilo de vida e a um manejo nutricional adequado”, aponta.
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