

Pacientes com obesidade que precisam passar por cirurgias demandam uma atenção especial da equipe médica, especialmente no momento da anestesia. Isso ocorre porque o excesso de peso pode trazer desafios adicionais para o organismo e aumentar o risco de complicações durante o procedimento cirúrgico.
De acordo com o médico anestesiologista e presidente da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA), Hugo Dantas, a obesidade interfere em diversos aspectos do manejo anestésico, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento no pós-operatório.
“A obesidade pode impactar o funcionamento do sistema respiratório e cardiovascular, o que exige uma avaliação mais cuidadosa antes da cirurgia. O anestesiologista precisa considerar fatores como doenças associadas, dificuldades de ventilação e possíveis alterações metabólicas para planejar a anestesia de forma segura”, explica.
Durante a avaliação pré-operatória, são analisadas condições que frequentemente estão associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes, apneia do sono e doenças cardíacas. Esses fatores podem influenciar a escolha dos medicamentos anestésicos, a técnica utilizada e o monitoramento durante a cirurgia.
Segundo o médico, o planejamento individualizado é essencial para reduzir riscos. “Cada paciente precisa ser avaliado de forma única. A anestesia moderna conta com protocolos e tecnologias que permitem maior controle e segurança, mas isso depende de um planejamento adequado e de uma equipe preparada para lidar com possíveis intercorrências”, destaca Hugo Dantas.
Outro ponto importante envolve as particularidades anatômicas que podem dificultar procedimentos como a intubação ou a ventilação do paciente. Por isso, a equipe anestésica precisa estar preparada para manejar essas situações e garantir a estabilidade durante todo o procedimento. Além dos cuidados durante a cirurgia, o período pós-operatório também requer atenção. Pacientes com obesidade podem apresentar maior risco de complicações respiratórias, trombose e dificuldades na recuperação da mobilidade.
Para Dantas, embora existam riscos adicionais, a realização de cirurgias em pacientes com obesidade pode ser feita com segurança quando há preparo adequado e integração entre as equipes médicas. “O mais importante é que o paciente passe por uma avaliação completa antes do procedimento e siga todas as orientações médicas. Com planejamento e monitoramento adequados, é possível reduzir riscos e garantir um processo anestésico mais seguro”, conclui.
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