21 de March de 2026
loteamento
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
O ato, que interditou um ponto da Avenida Ayrton Senna, teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades para uma série de transtornos.
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Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
população moradores pessoas
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Moradores do loteamento Mirassol realizaram uma manifestação na manhã deste sábado (21) em Feira de Santana. O ato, que interditou um ponto da Avenida Ayrton Senna, teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades para uma série de transtornos que a população vem enfrentando no local. 

Segundo uma apuração da reportagem do Acorda Cidade, a lista de reclamações inclui desde a falta de ônibus até a ausência de uma rede de esgoto no loteamento que fica no bairro Mangabeira. Para a comunidade, o ato é um pedido de socorro.

Corpo de Bombeiros
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Nós compramos nossas casas financiadas pela Caixa e os esgotos ficam a céu aberto. A cada dois meses temos que pagar R$ 400 para entupir os fósseis, porque aqui não tem rede de esgoto. Quando chove, a gente tem que passar com a lama na canela”, disse Joseane Conceição, que mora no loteamento há cerca de 3 anos.

“As crianças não têm como ir para a escola quando está com muita chuva, porque todas as ruas ficam alagadas. Então estamos pedindo melhoria para o nosso bairro. Ônibus também não tem. As pessoas que pegam ônibus têm que subir até a Santa Rita para poder pegar um que vai para Candeau”, completou a moradora.

Corpo de Bombeiros
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Para Franciele Mascarenhas, que mora no local há mais de 30 anos, a sensação que a comunidade tem é que eles foram esquecidos pelo poder público de Feira de Santana e que o loteamento não recebe a atenção que merece.

“A gente precisa de iluminação pública, de rede de esgoto, que olhe pela gente, porque a entrada do Mirassol é o lixão de Feira de Santana. Simplesmente chegam aqui, descartam seu lixo [e vão embora]. Não temos rede de esgoto; no tempo da chuva, nossos filhos têm que estar pisando em lama com merda”, disse.

Corpo de Bombeiros
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Não temos ônibus, estamos esquecidos, precisamos que o poder público olhe por nós, também somos gente. O povo que mora no centro tem direito, a gente que mora aqui também tem. Não somos piores do que quem mora no centro da cidade ou em condomínio”, completou a moradora. 

viatura da PM
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Policiais militares do 25º Batalhão foram acionados para dar apoio na situação.  Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e controlou as chamas. Apesar de o ato ter sido finalizado rapidamente, o grupo contou que não iria desistir fácil. 

“Se não fizerem nada pela gente, na próxima semana faremos manifestação de novo. Faremos isso até quando algum órgão público olhar por nós. A gente precisa de solução para onde a gente mora. Se não tomarem a solução, a gente vai ficar fazendo manifestação até alguém tomar a providência”, concluiu Franciele.

Corpo de Bombeiros
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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