

A prática regular de atividades físicas ao longo da vida tem se mostrado uma poderosa aliada na saúde do cérebro, podendo reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Além dos benefícios tradicionais para o corpo, o exercício desempenha um papel crucial na preservação da memória e das funções cognitivas, especialmente durante o envelhecimento. Quem destaca essa relação é o fisioterapeuta e coordenador do curso de Fisioterapia da Estácio, Matheus Maciel Pauferro, que revela.
O especialista destaca que o exercício físico não é apenas um cuidado com o corpo, mas também com a mente, ajudando a manter o cérebro saudável, reduzindo fatores de risco importantes, como pressão alta, obesidade e diabetes. Segundo ele, os exercícios aeróbicos, como caminhadas, corridas leves, hidroginástica, ciclismo e natação, são os mais recomendados, já que estimulam o sistema cardiovascular, promovendo o aumento do fluxo sanguíneo e da oxigenação cerebral.
“Esse processo melhora o funcionamento dos neurônios e estimula a produção de substâncias protetoras. O aumento do fluxo de sangue no cérebro favorece a nutrição das células nervosas. Isso auxilia na formação de novas conexões entre os neurônios, essenciais para a memória e o aprendizado”, explica Matheus Pauferro.
Além dos exercícios aeróbicos, atividades de fortalecimento muscular, como pilates e musculação, também são altamente indicadas. Segundo o fisioterapeuta, essas práticas contribuem para a mobilidade, o equilíbrio e a independência funcional, ao mesmo tempo que ajudam a liberar substâncias neuroprotetoras. “A combinação de exercícios aeróbicos e de força costuma trazer os melhores resultados, mas o mais importante é começar de forma gradual e segura, sempre com a orientação de um profissional”, reforça.
Exercício físico x idade
Ainda que em qualquer momento da vida o exercício seja valioso, manter-se ativo a partir da meia-idade é especialmente benéfico para reduzir os riscos de declínio cognitivo. Estudos também mostram que a prática regular pode desacelerar a progressão da doença em pessoas já diagnosticadas com Alzheimer, mantendo a autonomia, a mobilidade e até favorecendo funções cognitivas.
Matheus Pauferro também ressalta que caminhadas regulares já são capazes de trazer benefícios significativos para a saúde cerebral, especialmente quando praticadas com frequência. Ele frisa que mesmo atividades leves são importantes para estimular a circulação, melhorar o humor e reduzir o estresse, fatores que estão intimamente ligados à saúde do cérebro.
Além da atividade física, o fisioterapeuta destaca a importância de outros cuidados para prevenir o declínio cognitivo, como uma alimentação equilibrada, boas noites de sono, leitura, atividades cognitivas e uma vida social ativa. “É um cuidado multidimensional. Saúde cardiovascular, alimentação e exercícios são pontos centrais nessa proteção”, conclui.
A busca por orientação profissional também é indispensável. O fisioterapeuta pode ajudar a personalizar um programa de exercícios eficiente e seguro, considerando as condições físicas, idade e limitações de cada pessoa. Com esse acompanhamento, é possível potencializar os benefícios tanto para o corpo quanto para a mente.
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